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Firewall tradicional não basta: Como um WAF protege seu sistema contra ataques web

Firewall tradicional não basta: Como um WAF protege seu sistema contra ataques web
Imagem: Alex Hinckel

Introdução

A maioria das empresas já investe em um firewall corporativo para proteger sua rede. Esse equipamento é fundamental para controlar o tráfego entre a internet e os servidores internos, bloqueando conexões indevidas e reduzindo a superfície de ataque.

No entanto, existe uma falsa sensação de segurança: ter um firewall tradicional não significa que suas aplicações web estão protegidas.

Se sua empresa possui um site institucional, sistema ERP, CRM, e-commerce↳E-commerce21 conteúdosECBR Club: novo espaço para devs se conectarem ao ecossistema de e-commerceDev (Back & Front) · mai 2025TOTVS anuncia joint venture com VTEXMarketing Tech · mai 2019Jovens da Brasilândia recebem formação gratuita em tecnologiaGestão Dev & TI · jul 2025Ver tudo em Marketing Tech →, portal do cliente ou APIs expostas na internet, há um novo desafio: proteger a própria aplicação contra ataques direcionados.

É exatamente nesse cenário que entra o WAF (Web Application Firewall).

O que um firewall tradicional realmente protege?

O firewall corporativo atua principalmente nas camadas 3 e 4 do modelo OSI, analisando informações como:

  • Endereço IP de origem e destino;
  • Portas de comunicação (80, 443, 22, 3389 etc.);
  • Protocolos de rede (TCP, UDP, ICMP);
  • Regras de acesso entre redes.

Seu papel é decidir quem pode se comunicar com quem.

Por exemplo, ele pode permitir que usuários acessem um servidor web utilizando HTTPS (porta 443) e bloquear conexões para serviços administrativos, como SSH ou RDP.

Essa proteção é extremamente importante, mas possui uma limitação: o firewall não entende o conteúdo da comunicação.

Onde está o problema?

Imagine que um invasor envie o conteúdo admin’ OR ‘1’=’1 em um formulário de login ou tente executar um código JavaScript↳JavaScript116 conteúdosJavaScript em 2020: O que esperarDev (Back & Front) · jan 2020Campos públicos e privados em classes JavaScript – O que vem por aí no ESNextDev (Back & Front) · abr 201929 anos de JavaScript!Dev (Back & Front) · jan 2025Ver tudo em Dev (Back & Front) → malicioso em um campo de comentários.

Do ponto de vista do firewall tradicional:

  • A conexão utiliza HTTPS.
  • A porta 443 está liberada.
  • O protocolo é válido.

Ou seja, não existe motivo para bloquear a comunicação.

Entretanto, para a aplicação, esse conteúdo pode representar uma tentativa de invasão.

O que é um WAF?

O Web Application Firewall (WAF) é uma solução de segurança desenvolvida especificamente para proteger aplicações web.

Diferentemente do firewall tradicional, o WAF trabalha na camada 7 (Aplicação), analisando o conteúdo das requisições HTTP e HTTPS antes que elas cheguem ao sistema.

Isso permite identificar comportamentos maliciosos que um firewall convencional simplesmente não consegue enxergar.

Como o WAF funciona?

Sempre que um usuário acessa uma aplicação web, sua requisição passa primeiro pelo WAF.

O WAF analisa diversos elementos da comunicação, como:

  • URLs acessadas;
  • Parâmetros enviados em formulários;
  • Cookies;
  • Cabeçalhos HTTP;
  • Corpo das requisições (POST, PUT, PATCH);
  • Upload de arquivos.

Com base em milhares de regras de segurança, ele identifica tentativas de exploração e decide se a requisição pode continuar ou deve ser bloqueada.

Quais ataques um WAF consegue bloquear?

Entre os ataques mais comuns estão:

Grande parte dessas ameaças faz parte do OWASP Top 10, lista que reúne os principais riscos para aplicações web.

Firewall e WAF não competem entre si

Um erro comum é imaginar que o WAF substitui o firewall corporativo. Na realidade, eles possuem funções completamente diferentes.

Firewall Tradicional WAF
Protege a rede Protege a aplicação
Analisa IP, portas e protocolos Analisa requisições HTTP e HTTPS
Atua nas camadas 3 e 4 Atua na camada 7
Controla conexões Bloqueia ataques contra aplicações web

O cenário ideal é utilizar ambas as soluções de forma complementar.

Enquanto o firewall protege a infraestrutura de TI da empresa, o WAF protege os sistemas que estão expostos à internet.

Toda empresa precisa de um WAF?

Se sua empresa possui qualquer aplicação acessível pela internet, como:

  • Site institucional;
  • Loja virtual;
  • ERP;
  • CRM;
  • Portal do cliente;
  • Sistema financeiro;
  • API para integração com parceiros;

a resposta tende a ser sim.

Quanto maior a importância da aplicação para o negócio, maior deve ser o investimento em sua proteção. Além dos riscos financeiros causados por uma invasão, incidentes de segurança podem comprometer a disponibilidade do serviço, causar vazamento de dados e gerar impactos relacionados à conformidade com a LGPD.

O investimento vale a pena?

Hoje existem soluções para diferentes portes de empresa.

É possível implementar um WAF:

  • Em appliances dedicados;
  • Em servidores próprios (on-premises);
  • Em serviços em nuvem;
  • Integrado a balanceadores de carga e proxies reversos.

Além disso, existem soluções baseadas em projetos consolidados, como o ModSecurity aliado ao OWASP Core Rule Set (CRS), amplamente utilizado por organizações ao redor do mundo.

O investimento costuma ser muito inferior ao custo de um incidente de segurança ou à indisponibilidade de um sistema crítico.

Conclusão

O firewall corporativo continua sendo um dos pilares da segurança da informação, mas ele não foi projetado para proteger aplicações web contra ataques modernos.

À medida que empresas disponibilizam sistemas, APIs e portais na internet, torna-se essencial adicionar uma camada de proteção especializada.

O WAF atua exatamente nesse ponto: analisando o conteúdo das requisições, identificando comportamentos maliciosos e bloqueando ataques antes que eles alcancem a aplicação.

Mais do que uma tecnologia, o WAF representa uma camada adicional de defesa que ajuda a reduzir riscos na empresa, aumenta a disponibilidade dos sistemas e fortalece a segurança do negócio.

Alex Hinckel, fundador da Proactus Tecnologia, possui mais de 15 anos de experiência em tecnologia da informação, atendendo empresas de pequeno, médio e grande porte nos setores público e privado. Sua última experiência foi no Instituto Curitiba de Informática, onde participou de diversos projetos em TI voltados à Prefeitura Municipal de Curitiba, desenvolvendo soluções que impactaram diretamente a operação e a eficiência do setor público. Formado em Redes de Computadores, Alex possui especializações e certificações renomadas em segurança da informação, incluindo EXIN ISO 27001 e CompTIA Security+.

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