Microsoft lança “Azure in a Box”
O objetivo é garantir que as aplicações possam ser rodadas localmente e que a sincronização com a rede seja feita de forma automática.

Na segunda-feira, em um evento que contou com a participação do CEO Satya Nadella, a Microsoft revelou o Cloud Platform System (CPS), um dispositivo físico desenvolvido em parceria com a Dell que traz as mesmas aplicações disponíveis no Azure↳Azure76 conteúdosDeploy de Azure Stream Analytics job com CI/CD usando Azure PipelinesDevSecOps · mai 2019Azure – Como criar uma base de dados SQL no Microsoft Azure pronta para ser utilizadaData · abr 2019Azure Static Web Apps com Vue.js e Visual Studio CodeDevSecOps · out 2023Ver tudo em DevSecOps →.
O objetivo é garantir que as aplicações possam ser rodadas localmente e que a sincronização com a rede seja feita de forma automática. Chamado de Azure-in-a-box, o pacote inclui aplicativos como HyperV, Windows Systems Center e Azure Pack, marcando a chegada da Microsoft também no mundo da infraestrutura física como serviço.
Para a Microsoft, a questão não é apenas entregar uma marca consagrada e se unir a uma fabricante reconhecida no mundo corporativo, mas sim se diferenciar de rivais como o Google e a Amazon, oferecendo às empresas a possibilidade de continuar gerenciando sua infraestrutura mais ou menos como ela é hoje, na mesma medida em que faz o salto para o mundo do cloud computing.
Apesar de já existirem fornecedores de soluções desse tipo no mercado, como HP, Rackspace e VMWare, é a primeira vez que uma empresa de grande porte e com uma gigantesca estrutura entra nesse setor, com grandes expectativas.
Trata-se de uma ideia que surgiu em conversas com o mercado. De acordo com o CTO do Azure, Mark Russinovich, muitos executivos têm informações confidenciais que não querem compartilhar com a nuvem, sistemas legados ou simplesmente não estão prontos para fazer essa mudança. É por isso mesmo que a Microsoft está investindo no CPS, como uma forma de atrair novos clientes e mostrar que essa transição não é tão drástica e complicada como pode parecer.
Além de fornecer o equipamento e o espaço em seus servidores, a Microsoft promete dar suporte para negócios de todos os tamanhos na instalação da nova tecnologia. A ideia é auxiliar as companhias a otimizarem o trabalho e garantir que não existam problemas de disponibilidade e funcionamento no uso do Azure, além de explicar quais são as ofertas que a nuvem possui e de que maneira elas podem tornar os negócios mais ágeis e conectados.
E foi desse investimento na integração que veio o segundo anúncio feito por Nadella na segunda-feira. Dizendo que “ama o Linux”, o CEO anunciou que máquinas virtuais rodando CoreOS agora serão aceitas pelo Azure, levando o total de distribuições suportadas para cinco.
Com a iniciativa, a empresa pretende ampliar cada vez mais o rol de possíveis clientes e garantir que todos tenham uma boa experiência na nuvem. A Microsoft sabe que exigir mudanças de sistema não é o ideal para que a transição aconteça, e acredita que é responsabilidade das empresas fornecedoras desse tipo de serviço se adequar as necessidades de seus clientes. O suporte ampliado para Linux é parte desse posicionamento.
Outras novidades incluem mais espaço para máquinas virtuais, que agora possuem o dobro da memória disponível nos concorrentes, e também um armazenamento “premium”, com 32 TB de espaço e capacidade para até 50 mil IOPS. Ambas são novidades focadas em empresas de porte gigante, que precisam de muita disponibilidade e acesso constante a seus bancos de dados↳Banco de dados134 conteúdosSQL ou NoSQL: eis a questão!!Data · mar 2020Banco de dados: como organizar e dar segurança para milhões de dados de loteriasData · mai 20215 serviços gratuitos na cloud para bancos de dados PostgresData · fev 2025Ver tudo em Data →.
De acordo com Nadella, a Microsoft está trabalhando com o olhar no longo prazo. Ele disse que mais de 300 novas funcionalidades foram adicionadas a seus serviços de cloud computing apenas na história recente, e a ideia é continuar expandindo o portfólio de soluções, com um investimento que já soma US$ 4,5 bilhões anualmente.
O objetivo final é continuar crescendo. Segundo dados da Microsoft, 80% das empresas da lista das 500 maiores da Fortune já utilizam algum tipo de solução Azure e, em 2014, a expectativa é de que esse mercado gere US$ 4,4 bilhões em receita. Para o ano que vem, a empresa quer mais e, de acordo com Nadella, não para de trabalhar para que isso aconteça.
Com informações de Canaltech
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Redação iMasters




