NOTÍCIA

IBM mostra em que nível de maturidade está o uso do Big Data no Brasil

72% dos entrevistados brasileiros reconhecem que adoção do conceito cria vantagem competitiva no mercado.

A IBM realizou o estudo “Análise de dados↳Engenharia de dados43 conteúdosResolvendo desafios de Big Data com Ciência de Dados na UberData · abr 2019Análise de dados com Python e tabelas dinâmicas com PandasData · mai 2019Ferramentas para análise de dados são cada vez mais fundamentais para auxiliar pessoas desenvolvedorasData · jun 2024Ver tudo em Data →: O real uso do Big Data no mundo” com o objetivo de identificar como Big Data está sendo aplicado dentro das organizações.

O levantamento concluiu que as empresas estão utilizando Big Data para atingir resultados focados em entender e melhorar a experiência do cliente, explorar dados internos e construir um banco de dados com informações confiáveis. Porém, a habilidade técnica dos profissionais para apoiar os primeiros estágios da aplicação é o principal obstáculo observado pelos entrevistados brasileiros.

De acordo com a análise, 63% dos entrevistados notaram que o uso da análise de dados tem criado uma vantagem competitiva para suas organizações. Em relação a um estudo  de 2010, o aumento foi de 70% (na ocasião, 37% enxergavam esse cenário). “Para que a iniciativa tenha sucesso, profissionais ligados diretamente aos negócios e à area de marketing devem trabalhar juntos com a equipe de TI. Primeiramente, devem-se identificar os requisitos de negócios para depois adequar infraestrutura, fontes de dados e análise quantitativa para apoiar o projeto”, ressalta Sergio Loza, Diretor de Smarter Analytics para América Latina da IBM. No país, o crescimento foi mais significativo: 72% das empresas têm criado vantagem competitiva através da análise, representando aumento de 90% em relação há dois anos.

Além disso, 22% dos entrevistados pensam em novos tipos de dados e análises, enquanto 19% pensam em Big Data como informações em tempo real. Os resultados estão alinhados com uma forma de caracterizar três dimensões do Big Data: os 3 Vs – volume, variedade e velocidade. Para a IBM, as corporações precisam considerar uma quarta dimensão: a veracidade dos dados. “A convergência desses 4 Vs ajuda a definir e distinguir Big Data, permitindo que as empresas obtenham vantagem competitiva no mercado. Confiabilidade da informação é um ponto altamente crítico e desafiador, já que a análise não pode trabalhar com dados incertos, que podem oferecer riscos ao resultado final”, complementa Loza.

No entanto, a maioria das empresas brasileiras indo para um nível mais maduro de ações de Big Data: 51% delas estão definindo a estratégia e planejando as atividades que serão colocadas em prática e 24% já estão na fase de implementação do projeto piloto. Os 25% restantes ainda não deram início às atividades. “Apesar de ¼ das empresas do Brasil ainda estarem estudando o conceito, podemos dizer que o mercado está em fase de amadurecimento, com as corporações enxergando os benefícios de investir em análise de dados, mapeando o planejamento e iniciando a implementação de grandes projetos”, destaca o executivo.

Dados provenientes de mídias sociais foram lembrados por apenas 2% dos entrevistados brasileiros. Esse índice é surpreendente, pois mostra a falta de conhecimento por parte das organizações de como as redes sociais podem impactar o negócio, levando em conta ainda o fato do Brasil ser um dos líderes em utilização de mídias sociais. Menos da metade das empresas disseram coletar e analisar perfis sociais, já que a maioria prefere concentrar seus esforços em fontes internas já existentes. “As organizações estão comprometidas com a melhora da experiência do consumidor e em compreender suas preferências e comportamento, mas para que isso ocorra de fato é preciso também interagir e analisá-lo no ambiente online”, explica. As redes sociais proporcionam maior poder de escolha ao consumidor, o que faz dele um influenciador por meio de seus comentários, positivos ou negativos, sobre um determinado produto, serviço e/ou marca.

Outra razão para a pouca utilização de mídias sociais e outras fontes externas é a falta de habilidades analíticas disponíveis. Ter as capacidades analíticas avançadas necessárias para análises de dados não estruturados – dados que não são armazenados nos bancos de dados tradicionais, como textos, sensores, dados geoespaciais, áudio, imagens e vídeos –, assim como dados em movimento, ainda é um grande desafio para as organizações. Somente 25% dos respondentes da pesquisa disseram ter as capacidades necessárias para analisar dados altamente não estruturados – o que passa a ser um grande inibidor na obtenção de valor do Big Data.

Para fazer um melhor uso do Big Data, a IBM dá algumas recomendações às empresas: comprometer os esforços iniciais para resultados com foco no cliente; desenvolver um plano de Big Data para toda a empresa; começar com os dados já existentes para atingir resultados de curto prazo; construir capacidades de análise com base nas prioridades de negócio; e criar um caso de sucesso corporativo com base em resultados mensuráveis.

A pesquisa foi realizada com 1.144 entrevistados de 95 países, incluindo 65 empresas do Brasil.

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