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21 nov, 2018

Fabricantes estão com GPUs encalhadas após bolha das criptomoedas murchar

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O buzz em torno das criptomoedas visto principalmente no final do ano passado parece ter morrido. Essa situação deixou alguns efeitos colaterais bastante desagradáveis para um grupo de empresas em especial: as fabricantes de placas de vídeo que contavam com o hype da mineração para alavancar suas vendas.

O site Digitimes relata que as taiwanesas Asus e Gigabyte estão passando por dificuldades para lidar com o estoque excessivo de GPUs após avançarem a produção no início de 2018 contando com o boom da Bitcoin e de outras criptomoedas.

A forte desvalorização que se confirmou ao longo de 2018 reduziu consideravelmente o interesse pela mineração, já que o custo para manter um equipamento dedicado passou a não compensar diante das recompensas cada vez mais baixas.

A Bitcoin, por exemplo, atingiu seu maior valor em dezembro do ano passado, beirando os US$ 20.000. Na data de publicação desta notícia, uma Bitcoin pode ser negociada a US$ 4.112. Já a Ethereum, mais acessível aos entusiastas da mineração caseira, já chegou a valer mais de US$ 1.300 e hoje é negociada a US$ 130,65.

Ao longo de 2017, uma situação bastante comum era ver lojas com as placas de vídeo esgotadas e o mercado secundário bombando, com usuários vendendo suas GPUs usadas por preços mais altos do que o de compra. Diante desse cenário, as fabricantes viram a oportunidade de alavancar suas vendas aumentando a produção, o que se provou uma estratégia perigosa.

Como resultado, a Asus anunciou uma queda no faturamento de 43% em comparação ao terceiro trimestre de 2018 e o mesmo período do ano passado, enquanto os números da Gigabyte foram os mais fracos desde 2008.

O impacto também também se concretizou na empresa norte-americana Nvidia, que também anunciou queda nas vendas de placas de vídeo. As projeções da empresa para o segundo trimestre deste ano eram de US$ 100 milhões em “receitas específicas de produtos de criptomoedas”, mas os números anunciados em agosto alcançaram apenas US$ 18 milhões.

Para comparação, no primeiro trimestre do ano, os valores estavam na casa de US$ 289 milhões. Diante disso, a empresa passou a considerar desprezível o impacto de criptomoedas nas vendas de placas de vídeos.