Integrar redes sociais será tiro no pé, diz especialista sobre Facebook
Especialista afirma que Integrar redes sociais será tiro no pé, se referindo à possível união de mensagens do Facebook, Instagram e whatsapp.

A afirmação foi feita por Ricardo Becker, especialista em Continuidade de negócios e Recuperação de desastres. Recentemente, Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook anunciou que a plataforma seria alterada para gerar mais segurança nas relações interpessoais e no compartilhamento de dados.
Mas isso, segundo Ricardo, é um “tiro no pé”. “O que o Zuckerberg anunciou não terá, na minha visão, um resultado positivo. Ele sugeriu implementar criptografia também no armazenamento de dados. Se realmente fizer isso, o modelo atual de negócios do Facebook desaba, pois eles vendem justamente informações mineradas acessando dados dos usuários para gerar anúncios publicitários e conteúdos direcionados ao perfil de interesse e consumo de cada usuário”, afirmou Becker.
Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, afirmou durante evento na última semana, que irá integrar Messenger (Facebook), WhatsApp e Direct (Instagram) em apenas uma plataforma para conversas. A troca de mensagens terá foco em interações privadas, criptografia, segurança, interoperabilidade e armazenamento seguro. A ideia é acabar com o foco em publicações públicas e dar mais relevância às comunicações privadas criptografadas.
Ricardo Becker afirma que “essa ação pode criar uma cadeia de reações negativas com relação ao investimento em publicidade e links patrocinados, fato que também enfraqueceria a gestão financeira do Facebook enquanto empresa. Além disso, implementar criptografia no armazenamento e na comunicação entre usuários não aumenta conformidade com a GDPR [General Data Protection Regulation] e a LGPD↳LGPD14 conteúdosComo utilizar a LGPD com o objetivo de conformidade e inovação?Gestão Dev & TI · out 2021LGPD coloca pressão inédita nos responsáveis pela tecnologia das empresasData · ago 2021Proteção de dados: LGPD é sancionada e começa a valerData · set 2020Ver tudo em Gestão Dev & TI → [Lei Geral de Proteção de Dados] e aumenta a dificuldade em situações onde a empresa será acionada judicialmente para entregar dados em investigações e repasse de dados”, reforçou Becker.
Dados vazados do Facebook
O anúncio de Mark Zuckerberg surge um ano após o polêmico escândalo de violação à privacidade e uso irregular de dados da rede, cujo acesso chegou a mais de 2,6 bilhões de pessoas em 2019. Em março do ano passado, denúncias mostraram que a empresa Cambridge Analytica, consultoria política contratada pelo staff de Donald Trump, obteve dados sigilosos de mais de 50 milhões de usuários do Facebook e direcionou propaganda sem autorização com o uso dessas informações pessoais. As investigações sugerem que isso teria ajudado a eleger o presidente dos Estados Unidos em 2016.
No discurso da última semana, Zuckerberg ainda afirmou que a empresa está disposta a ser banida de países que se recusam a permitir o funcionamento do recurso de segurança, como a China. “Acredito que ele tenha feito o anúncio apenas como forma de dizer que a empresa está comprometida com a privacidade dos dados de usuários. Para acalmar usuários, para acalmar o mercado. Mas não irá colocar tal ação em prática sem antes construir um novo modelo de negócios, alinhado com a mesma rentabilidade que o Facebook tem hoje, ou ainda maior”, concluiu Becker.
Análise de arquitetura de identidade (e segurança) da Steam Contas Digitais
Contas digitais assumem papel semelhante ao de identidades profissionais ou acadêmicas. Elas concentram histórico, reputação e ativos acumulados ao longo do tempo. Isso explica o interesse crescente em sua proteção e valorização.







Redação iMasters





