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Comércio pela web movimenta US$ 4,5 bilhões em 2003

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um crescimento de 163% no ano passado em relação
a 2002. De acordo com pesquisa divulgada pela Fundação
Getúlio Vargas/ Escola de Administração
de Empresas de São Paulo (FGV-Easesp), o e-commerce
movimentou US$ 4,5 bilhões em 2003, contra US$ 1,9
bilhão do ano anterior. Os números são
significantes, mas segundo especialistas, eles não
surpreenderam quem acompanha o setor de forma mais atenta
e sistemática.

Claudio Almeida Prado, CEO da Pulso, empresa
provedora de soluções em e-business, explica
que apesar do aparente desencanto com o comércio eletrônico
nos últimos anos, devido ao chamado “estouro da
bolha da internet”, as empresas têm investido de
forma consciente na implantação de projetos
que viabilizem suas estratégias de negócios
via web. “A razão é muito simples, a Internet
é de fato um meio, que se bem utilizado, apresenta
grandes vantagens para os negócios, como redução
de custo operacional, aumento de produtividade e agilidade
nos processos”.

Essas facilidades comentadas por Prado, refletem
outro dado expressivo revelado pela pesquisa da FGV: o comércio
eletrônico entre empresas (B2B) dobrou em 2003. As transações
somaram US$ 12 bilhões, representando 4,94% do movimento
no comércio tradicional entre as empresas. Em 2002,
o total registrado foi de US$ 5,7 bilhões. “Na
história, não existe nenhum outro meio de comunicação
que tenha tido um índice de adoção semelhante
ao verificado pela internet na última década”,
comenta Prado.

Pela pesquisa realizada, segurança e
privacidade ficaram em primeiro lugar como os itens que mais
preocupam o consumidor na hora de realizar transações
comerciais pela internet. Mas outros fatores têm contribuído
de forma eficaz para o aumento do comércio eletrônico:
“a melhoria na infra-estrutura de redes, o aumento na
base de usuários e os avanços nos serviços
de logística e o atendimento ao consumidor”, destaca
Prado.

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