Briga feroz entre Bancos de Dados
O XML é o principal ingrediente do comércio
colaborativo e dos web services, assim sendo, o que impede
a existência de um banco de dados↳Banco de dados134 conteúdosSQL ou NoSQL: eis a questão!!Data · mar 2020Banco de dados: como organizar e dar segurança para milhões de dados de loteriasData · mai 20215 serviços gratuitos na cloud para bancos de dados PostgresData · fev 2025Ver tudo em Data → XML?
Trata-se de um problema que os maiores fornecedores
de bancos de dados relacionais estão enfrentando desde
o surgimento do B2B commerce: como é possível
oferecer facilidades para gerenciar e pesquisar documentos
XML sem sacrificar o desempenho e sem comprometer a estrutura
original do documento. É óbvio que isto representa
uma desconexão desagradável.
Os maiores fornecedores (IBM, ORACLE, MICROSOFT), por um lado,
fazem a apologia do XML como sendo a linguagem do ecommerce↳E-commerce21 conteúdosECBR Club: novo espaço para devs se conectarem ao ecossistema de e-commerceDev (Back & Front) · mai 2025TOTVS anuncia joint venture com VTEXMarketing Tech · mai 2019Jovens da Brasilândia recebem formação gratuita em tecnologiaGestão Dev & TI · jul 2025Ver tudo em Marketing Tech →,
da troca de dados e dos web services. Mas, por outro lado,
ficam dizendo a seus clientes que não existe nenhum
sentido na existência de um banco de dados XML puro
(nativo). Eles argumentam que suas respectivas extensões
(aplicadas aos seus bancos relacionais) são a melhor
maneira de manusear dados XML.
Mas o que eles procuram esconder é que o modelo relacional
de dados é incompatível com a estrutura XML.
Dizendo de forma simples: a estrutura básica de um
modelo relacional de dados é rígida demais para
poder armazenar documentos XML em toda a sua riqueza de detalhes.
Baseados em tabelas bi-dimensionais, os banco de dados relacionais
foram projetados exclusivamente para manusearem dados alfanuméricos.
E a simples adição de suporte a dados do tipo
XML não se mostrou a resposta correta.
Os usuários podem armazenar documentos XML como ‘BLOBs’
(Binary Large Objetcs) da mesma forma com podem armazenar
um arquivo de imagem. Mas, como afirma Robert Perry, um analista
do Yankee Group, “isto significa que elementos individuais
do referido documento não podem ser pesquisados ou
recuperados; e isto representa uma grande limitação
para a flexibilidadee e para a eficiência da aplicação.”
XML-friendly
Todos os líderes do mercado de bancos de dados reconhecem
este problema. Na verdade, à medida em que o XML passou
a ocupar um papel central nas estratégias de B2B dos
seus clientes, eles se viram pressionados a atacar esta situação
antes que sua retórica sobre web services seja minada
pela sua incapacidade de suportar nativamente o XML em seus
bancos de dados. A resposta da ORACLE foi o XML DB, que é
parte do Oracle 9i Release 2, de junho de 2002. A IBM tem
no Xperanto a sua resposta. Trata-se de um XML add-on para
o seu Universal Database (DB2) e que deve ser liberado até
o final de 2002.
A intenção destes produtos relacionais “XML-friendly”
é a de dividir os documentos XML em seus elementos
constituintes designando estas partes a várias colunas
do ambiente relacional. É necessário mapeamento
para permitir que 0 documento original seja reconstruído.
“quando se usa XML, normalmente se pensa na estruturação
dos documentos – ou seja, a estrutura do documento ou do schema
que o define. Assim, mesmo que os dados nunca cheguem perto
de uma base de dados, ainda será necessário
pensar em uma estrutura,”diz Nigel Hutchinson, cientista
chefe da Software AG.
Além disto, gravar e acessar dados desta forma tem
um impacto negativo em termos de desempenho. A recuperação
de um único documento XML armazenado em um banco de
dados relacional, por exemplo, requer a pesquisa de várias
tabelas e a execução de várias operações
de JOIN. Isto representa grande sobrecarga, afirma Rob Hailstone,
Diretor europeu de pesquisa de infraestrutura de software
do IDC.
A IBM reconhece isto. “O banco relacional não
suporta XML nativo, [então] esta-se pagando em termos
de desempenho e de escalabilidade, porque tem-se que mapear
o dado XML para dentro de um schema relacional, algo que pode
ser bastante ineficiente,”afirma Nelson Mattos, um renomado
engenheiro e diretor das iniciativas de integração
de informações na IBM.
Enxerto XML
A Oracle tem refinado constantemente o suporte oferecido para
o manuseio de documentos XML. Ela introduziu o suporte a XML
inicialmente em seu produto Oracle 8i em 1999. “Foi uma
integração relativamente “solta”,
na qual a transformação de conteúdo era
executada fora do banco de dados,” diz Victor Votsch,
um analista do Grupo Patricia Seybold. Mas o release 2 do
Oracle 9i – a versão seguinte – já apresentou
características do Oracle XML DB que foram bem recebidas
pelos desenvolvedores XML.
“Este novo suporte ao XML no Oracle parece-me ser a primeira
alternativa real efetuada em um banco de dados relacional
visando o armazenamento nativo de dados XML,”afirma Kimbro
Staken da XMLdatabases.org. Entre as principais funcinalidades
estão um suporte melhorado aos schemas, que permite
que os desenvolvedores separem a definição dos
dados do armazenamento físico dos mesmos (o que é
novidade no mundo Oracle). Isto deve simplificar a implementação
inicial do banco de dados.
A Oracle também está oferecendo melhor suporte
ao Xpath, o qual oferece uma camada adicional de abstração,
separando os detalhes físicos do armazenamento da lógica
da aplicação.
“O Oracle XML DB fornece uma implementação
– interna ao engine Oracle – de um tipo de dados XML; e a
capacidade e referenciar expressões XML path em comandos
SQL permite, basicamente, o uso intercambiável de SQL
e de XML ou como uma linguagem de acesso a ambos os tipos
de dados,” diz Jacobs.
A iniciativa Xperanto da IBM, anunciada em março e
que não deve estar incorporada ao DB2 antes do final
de 2002, é semelhante à da Oracle. A IBM foi
mais adiante que a Oracle ao introduzir suporte ao Xquery
e ao permitir que, potencialmente, o DB2 seja utilizado como
a base de um projeto centralizado norte-americano no qual
uma série de diferentes fontes de dados – inclusive
bancos de dados – possam ser pesquisados como se fossem uma
única base de dados.
Apesar disto, os fornecedores de bancos de dados XML – presumivelmente
– não se deixam convencer. “A força do
sistema da IBM, aliás a sua única força,
é ser capaz de ler um banco de dados e expor o resultado
em XML. Esta é a parte mais fácil. Mas quando
se trata de armazenar dados “vivos” XML, eles ainda
têm o problema de serem obrigados a desmontar o documento
XML ou então armazená-lo como um bloco,”
diz Hutchinson da Software AG.
Mas a lição da última guerra dos bancos
de dados, onde os bancos de dados de objetos tentaram destronar
os bancos relacionais, mostrou quão elásticos
os bancos relacionais podem ser e quão relutantes em
aceitar mudanças podem ser os usuários. “Muito
embora venhamos a ter o desenvolvimento de aplicações
totalmente baseadas em bancos de dados XML, os bancos de dados
relacionais continuarão a ser o repositório
primário das aplicações,” conclui
Perry do Yankee Group.
Na prática: POLÍCIA
DE AVON & SOMERSET
Quando Scott Fulton, gerente de desenvolvimento Internet da
polícia de Avon e Somerset (cidade inglesa), foi questionado
sobre o que ele poderia fazer para melhorar a comunicação
entre sua organização e o público, ele
decidiu ir até o público. “Decidimos criar
uma seção totalmente dinâmica em nosso
site”, diz Fulton.
O que Fulton propoz foi um site interativo que pudesse transportar
informações locais diretamente aos cidadãos
através de seus códigos de endereçamento
postal. Isto inclui avisos de crimes, notícias sobre
eventos, recomendações de segurança;
tudo entregue diretamente.
Mas, ao invés de utilizar um banco de dados relacional,
Fulton decidiu usar o Servidor XML Tamino da Software AG.
A razão para isto? “Basicamente isto começou
em função das recomendações governamentais
orientando para o uso de XML. O benefício de entregar
informações neste formato é a possibilidade
de compartilhar estas informações,” diz
Fulton. O uso de um banco de dados XML facilitou as coisas
para a polícia de Avon e Somerset. Graças a
isto, eles estão capacitados a trocar informações
com outras forças policiais e autoridades, principalmente
aquelas onde o uso de XML foi estipulado.
O grande desafio que Fulton precisou vencer limitou-se às
características que o Tamino não possuia mas
que eram imaginadas como padrão, em função
da familiaridade do pessoal de T.I. com outros bancos de dados
mais antigos. Em alguns casos, estas facilidades tiveram que
ser contruídas mas, uma coisa é certa, Fulton
não tem nenhuma queixa sobre o desempenho. “O
banco de dados é muito rápido,” confirma
Fulton.
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Redação iMasters



