Memória flash do futuro usa nanotubos de carbono e gasta 100 vezes menos energia
Em janeiro, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, divulgaram uma possível substituta para a memória RAM. Agora, pouco mais de um mês depois, outros pesquisadores criaram uma possível substituta para a memória flash, usada em pendrives e em celulares, que parece ser ainda mais eficiente e gastar ainda menos energia do que as atuais. Cem vezes menos energia, para ser exato.
Atualmente, a memória flash armazena dados na forma de cargas elétricas, mas, por ser não-volátil, ela não precisa de uma corrente constante de eletricidade e é por isso que dados de um pendrive não se perdem depois que ele é desconectado da porta USB. Uma das desvantagens dela é o número limitado de capacidades de escrita e, por isso, pesquisadores trabalham há algum tempo em tecnologias para substituí-la com mais eficiência. Em 2004, uma possível substituta foi criada, a phase-change memory.
No lugar de armazenar dados na forma de cargas elétricas, a PCM armazena dados usando as propriedades químicas únicas de um elemento chamado vidro calcogênio, presente em CDs regraváveis. Ele tem dois estados, cristalino ou sólido amórfico, sendo que cada um deles representa um bit 0 ou 1. Os dados são gravados quando a corrente elétrica é aplicada no material, o que gera calor e muda o seu estado. E foi nela que pesquisadores da Universidade de Illinois se basearam para criar a sua.
Eles criaram uma memória com nanotubos de carbono, que é a menor forma de condutor já criada pelo homem, com um bit feito de PCM no meio dele. A corrente passa pelo nanotubo e muda o estado da memória, guardando um bit. Para evitar a deterioração presente nas memórias flash atuais e ainda prolongar o número de reescritas, eles cobriram tudo com uma camada de dióxido de silício. Não é só essa a vantagem: por ter componentes de PCM, os dados também estão protegidos contra ímãs. Os pesquisadores criaram uma representação gráfica em 3D de como essa nova memória é feita, que pode ser vista abaixo.

O resultado desse desenvolvimento vai ser visto no futuro, quando ele for implementado em celulares e gadgets que ainda usam memória flash atualmente. Como essa nova memória usa 100 vezes menos energia que a atual, a vida de bateria dos nossos gadgets poderá aumentar drasticamente.
Por Rafael Silva
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Redação iMasters






