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M-commerce já é realidade para 67% dos brasileiros

Essa foi a conclusão de uma pesquisa realizada pela Mobi.life e pela Pagtel.

M-commerce já é realidade para 67% dos brasileiros
Imagem: Redação iMasters

Pelo segundo ano consecutivo, a Pagtel, empresa brasileira de pagamentos móveis, e a Mobi.life, empresa do grupo E.life especializada em dispositivos móveis, se uniram para realizar uma pesquisa sobre os Brasileiros e o M-Commerce. De acordo com Felipe Lessa, diretor de produtos e marketing da Pagtel, o objetivo do estudo é entender como o mercado de pagamentos móveis está se desenhando no Brasil e quais as principais dificuldades que as pessoas enxergam nesse novo processo de compra.

Realizado entre maio e junho deste ano, o levantamento também avaliou a opinião das pessoas sobre as campanhas de mobile marketing. A pesquisa foi dividida em duas etapas, quantitativa e qualitativa, e, ao todo, foram ouvidas 480 pessoas. Entre os entrevistados, 96% possuíam smartphones, 54% já tinham seus próprios tablets e 50% possuíam os dois aparelhos.

O percentual de pessoas que afirmaram já ter realizado alguma compra por meio de dispositivos móveis cresceu de 57% em 2013 para 67% em 2014.

Entre aqueles que já realizaram compras mobile, 60% utilizaram os sites da loja, 37% compraram por meio de serviços intermediários, como Paypal, Buscapé e PagSeguro, 32% usaram as lojas de app, como Google Play e Apple Store, 24% optaram por aplicativos de compra e 10% por meio de SMS (conteúdo sobre futebol, horóscopo etc.).

O estudo apontou que o computador continua sendo o dispositivo preferido para a realização de compras não presenciais. Enquanto 92% afirmaram realizar, com alguma frequência, compras por meio de PCs, 26% disseram fazer o mesmo via celulares e 21% por meio de tablets. Um dado curioso é que enquanto 79% dos entrevistados utilizam o computador para acessar internet banking, 54% acessam bancos por meio de smartphones e 22% por meio de tablets.

Enquanto 46% dos entrevistados optaram por uma compra mobile por acharem o meio mais prático, 69% preferiram utilizar o computador para compras, não acham seguro (43%), ou acham o site desconfigurado para celular (32%). “O número de consumidores que aproveitam a comodidade e já confiam na segurança do mobile vem crescendo gradativamente. O dono de loja online que quer crescer suas vendas deve se preparar para o m-commerce garantindo a segurança e a configuração especial”, disse Fernando Hasil, gerente de negócios da Mobi.life.

Entre os produtos considerados mais adequados para compras ou pagamentos móveis estão: ingressos (61%), conteúdos virtuais (55%), eletrônicos (52%), produtos culturais como CD, livro e DVDs (47%), e delivery de comida (44%). “Essa relação demonstrou que os usuários de smartphones e tablets veem uma maior vantagem na compra mobile de bens e serviços virtuais como compra de ingressos, pagamento de deliveries, compras de música e vídeos, entre outros”, complementou Lessa.

De acordo com a pesquisa, entre os fatores que fazem os usuários se sentirem mais seguros na hora de uma compra mobile estão a confiança na marca do site, aplicativo ou loja de aplicativo (80%), as formas de pagamentos aceitas (56%), termos de segurança publicados no site ou app (47%), comentários de outros usuários (39%), digitação de senha pessoal (37%), reconhecimento biométrico (20%), reconhecimento visual por imagem (15%) e reconhecimento por voz (12%).

De uma forma geral, as propagandas mobile são mais criticadas do que elogiadas. Mensagem de voz é o tipo menos bem visto (88% não aprovam a mensagem recebida), seguido por banners em jogos (74% desaprovam) e banner em aplicativo (70% não apreciam o conteúdo).

Entre os principais pontos de desaprovação das campanhas mobile estão: propaganda não autorizada pelo usuário, sobretudo para SMS, conteúdo desinteressante, sensação de invasão, alta frequência de recebimento de mensagens, insegurança em relação a vírus e hackeamento, sobretudo em banners.

O estudo ainda pontuou que banner em sites é o tipo de propaganda que mais gera engajamento em dispositivos móveis, com 56% das pessoas já tendo clicado na propaganda, se interessado pelo produto ou serviço (55%), entrado no site do anunciante (54%) ou mesmo buscado informações sobre o produto e serviços (50%).

Dos entrevistados, 60% eram mulheres, 38% tinham entre 26 e 35 anos e 30%, entre 15 e 25 anos, 34% pertenciam à classe social B2 e 28%, à B1. Além disso, 56% dos entrevistados eram do sudeste, 18% do nordeste, 15% da região sul, 8% da região centro-oeste e 3% da região norte.

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