Já existe quem tema uma nova bolha
Os grandes ganhos no valor das ações
de tecnologia desde outubro passado já deixam preocupados
alguns gestores financeiros com uma nova bolha de investimentos,
como a do fim dos anos 90. Embora ninguém espere um colapso
agora, o motivo da preocupação é que parte
significativa das compras está relacionada mais em "momentum"
que em uma análise das empresas.
Em entrevista à agência de notícias
Reuters, o vice-presidente e estrategista de fundos dos Estados
Unidos do JPMorgan Asset Management, Jonathan Goloub, disse que
o maior impulso ao mercado vem de empresas sem ganhos ou dividendos.
Ele enfatizou que, enquanto as ações da Microsoft
subiram 21% em 11 meses, da Cisco Systems, 109%, Intel, 108% e
IBM, 49%, o valor de outras companhias com provável menor
potencial aumentou muito mais.
Alguns dos maiores crescimentos foram a da fabricante
de eletrônicos Sanmina-SCI (433%), das fornecedores de equipamentos
de telecomunicações Lucent (214%) e Nortel Networks
(600%), da fabricante de fibras óticas Corning (634%) e
de equipamentos de comunicações Avaya (664%). O
especialista sublinha que não pretende comentar em relação
a empresas específicas, mas sugere que investidores procurem
ações de quem mostre faturamento e balanços
fortes.
As compras não são necessariamente
motivadas por preços baixos. Segundo a Thomson First Call,
a Sanmina-SCI está negociando 71,5 vezes mais do que os
lucros esperados para os próximos 12 meses; a Nortel, 64,4
vezes e a Corning, 49,1 vezes. Em comparação, os
índices da Microsoft (23,9 vezes) e da IBM (17,9 vezes)
são menores.
Mas muitos preços ainda estão bastante
longe do seu pico, como o da Corning, que atingiu US$ 113,10 em
setembro de 2000 e agora está em US$ 8,23, e da Lucent,
que já foi US$ 83,81 e está em US$ 1,89.
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IA aplicada à depuração ganhou um recurso novo no LangSmith, anunciado pela LangChain em 14 de outubro. A função se chama Busca por IA.





Redação iMasters





