NOTÍCIA

Estudo avalia mercado de distribuição de tecnologia de informação no Brasil

Pesquisa da Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação aponta que setor encerra 2014 com faturamento de R$ 12,6 bilhões.

Ano de Copa do Mundo, eleições e instabilidade do câmbio refletiram em baixa no setor de distribuição de tecnologia da informação e informática, que regrediu 4% em relação a 2013.

O segmento deve fechar 2014 com faturamento de R$ 12,6 bilhões, de acordo com a 5ª Pesquisa Inédita Setorial dos Distribuidores de TI e o 4º Censo de Revendas, da Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação (ABRADISTI), encomendado junto ao IT Data, consultoria de análise de mercado em tecnologia.

“Foi um ano bastante complicado, aquém do esperado na relação de comportamento dos negócios. As incertezas econômicas do País, atreladas ao calendário corrido, fizeram com que muitas empresas congelassem seus investimentos, refletindo diretamente em nosso setor”, afirmou Mariano Gordinho, diretor executivo da Abradisti.

Pelo segundo ano seguido, o faturamento com hardwares vem caindo nos distribuidores de TI. Em 2014 representou 71, contra 74% do ano passado e 81% de 2012.

No movimento contrário, a categoria “outros produtos” preenche a lacuna de itens que não têm destaque nas maiores magazines, mas já representa 16% de todos os negócios do setor, com crescimento de dois pontos percentuais no comparativo a 2013.

A venda de software teve uma ligeira alta, passando de 11% para 12%, enquanto a prestação de serviços por parte dos distribuidores se manteve com 1% da renda total.

Apesar da retração nas vendas dos distribuidores, os negócios envolvendo games aumentaram para 6% sua participação do faturamento total, seguindo na contramão de todas as outras categorias que caíram ou mantiveram-se estáveis.

Principal produto de comercialização, os componentes recuaram um ponto percentual e ficaram com 15%, enquanto os PCs e servidores também diminuíram de 14% para 13%.

Na análise das negociações por parte das revendas, o mercado apresentou uma leve alta, passando de 7,2% em 2013 para 7,3%. O crescimento só foi impulsionado pelo desenvolvimento do Nordeste, que pulou de 9% para 15,9%, enquanto outras regiões mais ricas como Sul e Sudeste observaram queda no faturamento. “Atualmente, apenas 20% do faturamento do distribuidor vêm do Nordeste, mas a região está cada vez mais se mostrando como um grande potencial de investimentos e negócios”, explicou Gordinho.

Em 2014, o atendimento ao mercado corporativo tornou-se uma realidade para as revendas, representando 51% do faturamento. Um reflexo disso é o aumento da prestação de serviços (35,2%) que ultrapassou a venda de hardwares (31,5%) na receita das lojas especializadas.

“Houve um movimento por mais profissionalização das revendas para identificar oportunidades e atender as demandas das empresas”, comentou o executivo.

Outros números da pesquisa foram:

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