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Cientistas criam Wi-Fi capaz de transmitir 2,5 terabits de informação por segundo

Cientistas vêm trabalhando em uma nova forma de transmitir dados sem fio e agora conseguiram transferir 2,5 terabits de informação por segundo. Essa velocidade é mais de 8 mil vezes mais rápida que a conexão doméstica mais veloz que a Verizon oferece nos EUA, o FiOS, que chega a 300 Mb/s. Ou, num comparativo com o mundo real, é o mesmo que transmitir sete filmes inteiros em Blu-ray por segundo.

Para alcançar esse feito, a equipe de pesquisadores americanos e israelenses usou um novo e engenhoso conceito, no qual as ondas eletromagnéticas que normalmente carregam os dados são “retorcidas” em feixes de vórtices.

De acordo com o ExtremeTech, que descreveu o conceito, esses sinais “retorcidos” usam um momento angular↳Angular30 conteúdosCriando Micro Frontends Angular com Native FederationDev (Back & Front) · mar 2026Angular v21 e o Fim da Cobertura de Testes Exclusivamente em TypeScript: Por Que Precisamos Repensar os Testes de ComponentesDev (Back & Front) · jan 2026Angular 8 é lançado com builder APIs e suporte web workerDev (Back & Front) · mai 2019Ver tudo em Dev (Back & Front) → orbital (OAM, na sigla original) para juntar muito mais dados do que uma corrente simples. Usando o melhor dos protocolos de transmissão (Wi-Fi, LTE, COFDM), os cientistas apenas modularam o momento angular de spin (SAM) das ondas de rádio, não o OAM. Se você fotografar a Terra, SAM é o nosso planeta girando em seu eixo, enquanto OAM é o nosso movimento em torno do Sol. Basicamente, o que chama a  atenção aqui é que os pesquisadores criaram um protocolo de rede sem fio que usa os dois, OAM e SAM.

A combinação dos dois gera possibilidades incríveis. Até agora, os pesquisadores, da Universidade do Sul da California, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e da Universidade de Tel Aviv conseguiram “retorcer” oito correntes de dados juntas, cada uma operando a 300 Gb/s, para atingir o novo recorde de 2,5 terabits por segundo. No momento, eles apenas transmitiram sinais à distância de um metro. Isso vai aumentar, embora os pesquisadores admitam que 1 km seja provavelmente o limite máximo.

Os pesquisadores, que publicaram suas descobertas na Nature, explicam que em tese deve ser possível unir centenas ou até milhares de sinais LTE convencionais em um único feixe. No futuro, isso talvez ajude a resolver a iminente crise de banda de transmissão.

Entretanto, ainda não há perspectivas sobre quando a tecnologia será robusta o suficiente para ser usada em escala comercial.

Com informações de Gizmodo

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