Compra de ingressos online, clubes de compras coletivas e leilões de um centavo. O que esses serviços têm em
comum?
1. A disponibilidade é a razão de ser do negócio.
2. Lidam com grandes demandas em frações de segundos.
A característica principal desses serviços é de manter o site disponível
mesmo com avalanches de cliques simultâneos. Nem sempre dá certo…
Manter uma infraestrutura capaz de suportar altas demandas pode sair
caro demais se considerarmos que essas demandas são esporádicas. Mesmo
terceirizando, a dúvida é: os provedores de serviço de outsourcing já estão
preparados para ests novo conceito de prestação de serviços?
Eu particularmente apostaria nesse nicho de serviço, tomei a liberdade
de chamar de “Instantaneous demand for high
capacity”, ou Demanda Instantânea por Alta Capacidade. Se o nome já existir,
ótimo, acertei na mosca, caso contrário vou patentear! (uma busca no Google não
trouxe nenhum resultado rss…)
Algumas recomendações da ITIL fazem sentido, e até são aplicadas. Por
exemplo, a “pré-venda” de ingressos para um grupo seleto de clientes de uma
instituição financeira já é uma forma de influenciar a demanda, mesmo sabendo
que o objetivo principal nesse caso é trazer novos clientes, aqueles que já não
aguentam mais lidar com travamentos de site no horário em que as vendas começam
para o público “normal”.
Já os leilões de centavos procuram mesclar produtos de valores altos e
baixos, em horários distintos, inclusive de madrugada, para influenciar a
utilização constante e justificar o investimento na infraestrutura.
Por outro lado, a falta de maturidade em gerenciamento de serviços de TI
está evidente nessas empresas (e em muitas outras da América Latina – vejam uma
análise de dados do Gartner aqui). Basta fazer uma rápida busca em sites
como o Reclame
Aqui para encontrar um grande número de
reclamações de clientes que clicaram e não ganharam, ou que nem sequer
conseguiram clicar, pela indisponibilidade dos sites. Também existem
reclamações sobre a transparência e a credibilidade dos sites, mas isso é assunto
pra abordar em outro artigo.
Vale lembrar que a intenção deste artigo não é de colocar em discussão
se estes são modelos de negócio bons ou ruins, confiáveis ou não. São modelos
que estão aí a pleno vapor e podem influenciar a discussão de novas abordagens
para gestão de TI.
Como sempre, quero
mais ler do que escrever. Então deixem suas opiniões!







