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Aplicações vulneráveis, negócios em perigo: como vencer esta batalha?

O coração de uma empresa é sua aplicação. Assim como o grande alvo do crime digital, que não é mais a infraestrutura.

O coração de uma empresa é sua aplicação. Estamos falando dos sistemas missão crítica que estão por trás de um Internet Banking, de um portal de e-commerce, além dos tradicionais sistemas ERP e CRM. As aplicações nascem, agora, de um mix sofisticado e muito criativo de conceitos como cloud computing, bigdata/analytics, redes sociais, Internet das Coisas e mobilidade. Ao final do dia, porém, a criticidade das aplicações continua a mesma dos sistemas mainframe de um grande banco. Quer seja o Facebook, quer seja uma aplicação de controle de estoques numa rede de drogarias, a aplicação é, hoje, o alvo primordial dos crimes digitais.

Estamos na era em que o ataque à aplicação visa, pura e simplesmente, destruir valores financeiros e morais. Casos em que falsos boletos de pagamento de mensalidades de universidades e de planos de saúde são gerados pelos ciber criminosos de dentro das aplicações dessas empresas. Ou, então, situações como a de um portal de uma grande casa editorial, continuamente modificado por hackers que desejam destruir a credibilidade desta publicação. Uma aplicação frágil, não defendida da maneira correta, pode levar à perda efetiva de renda e de espaço no mercado.

O estudo Data Breach Investigation Report, da Verizon, mostra que, entre as 25 mais preocupantes brechas de segurança do século XXI, 44% são executadas por meio de aplicações rodando na Web. Ou seja: aplicações construídas para um determinado fim estão sendo usadas como uma porta de entrada para criminosos digitais. Um levantamento realizado pelos F-Secure Labs, por outro lado, aponta que a incidência de ataques sobre a camada de aplicação (camadas 4 a 7) passou de abaixo de 20%, em 2012, para 40%, em 2013. Um tipo de crime absolutamente massivo e destruidor, os ataques DDoS (ataques distribuídos de negação de serviço) são, em 44% dos casos, uma cortina de fumaça. O objetivo real dos ciber criminosos é atingir as aplicações missão crítica das corporações que terão seus portais derrubados e invadidos pelo ataque DDoS. Isso é o que aponta pesquisa realizada pela Neustar, em 2014.

Essa situação é ainda mais dramática quando se aceita o fato de que a velocidade com que se desenvolve a aplicação mudou. Sistemas de missão crítica costumavam levar meses, até anos para serem desenvolvidos e colocados em operação. Com a computação em nuvem, o quadro é outro. Recursos técnicos e humanos distribuídos por todo o planeta estão disponíveis de maneira quase infinita e podem ser contratados como serviço. Este modelo está revolucionando o modo como as aplicações são desenvolvidas e, acima de tudo, a rapidez com que entram em operação.

Com a nuvem, tudo fica acelerado

Uma das razões desta aceleração é a gradativa migração de um mundo baseado em hardware instalado no data center da empresa usuária para um mundo totalmente distribuído e baseado em software. O modelo SDN (Software Defined Network) permite que programadores e desenvolvedores utilizem de forma líquida, elástica, recursos de rede em forma de software. Trata-se de um avanço sem volta.

Como, então, garantir a integridade da aplicação na nuvem? Usando a nuvem, claro!

Em vez de imobilizar capital numa estrutura Capex, é melhor seguir com o modelo Opex, desta vez aplicado a serviços de segurança disponíveis na nuvem e capazes de serem ativados em minutos, de forma automatizada. Essa rapidez acompanha o novo ritmo de desenvolvimento de aplicações na nuvem. Em alguns casos, a saída pode passar por uma nuvem de serviços de segurança que realize a detecção e mitigação de ataques DDoS de qualquer volume ou intensidade e seja capaz, ainda, de desviar os ataques para sua própria infraestrutura. Essa manobra libera o ambiente da corporação usuária para seguir com o “business as usual” e os usuários reais não serão impactados. Os melhores serviços desta categoria são baseados em data centers padrão mundial, geridos por experts em segurança – uma oferta que conta, também, com serviços WAF (Web Application Firewal), Firewall de Aplicações Web.

Esse tipo de serviço de segurança na nuvem diferencia-se por sua capacidade de identificar as fragilidades da aplicação e bloquear os ataques a essas brechas.

Esse serviço pode até mesmo indicar quando é essencial redesenhar um código ou uma aplicação de maneira mais segura. Trata-se do pico da pirâmide de soluções de segurança. Quem olhar para a base desta pirâmide irá encontrar tecnologias tradicionais como soluções de criptografia, gerenciamento de identidade e acesso, segurança de rede. É claro que essas plataformas mais baixas (camadas 2 a 4) também têm de ser integradas às políticas de segurança de TIC das empresas. Mas, hoje, o foco é outro. O grande alvo do crime digital não é a infraestrutura, é a aplicação.

Profissional com 15 anos de experiência no mercado nacional e internacional de ICT, Rafael Venancio atua como gerente de canais e alianças da F5 Networks Brasil e Cone Sul. Nesta posição trabalha ativamente para manter o ecossistema de parceiros de negócios da F5 Networks alinhado com as inovações da F5, soluções avançadas de segurança e de entrega de aplicações em ambiente distribuído. Rafael Venancio trabalha na F5 Networks desde 2012; antes de entrar nesta empresa, atuou na Avaya, na Westcon e na Equant/Orange Business Services. O executivo estudou Engenharia de Telecomunicações e Engenharia de Produção na PUC do Rio de Janeiro.

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