Há dois anos, após uma conversa por e-mail com meu tio sobre lapsos temporais cerebrais visitei o Slideshare do Lalgarra (Slideshare), mais exatamente nos slides motivacionais “Mude e Marque” me deparei com o funcionamento do cérebro humano. Ao terminar de assistir à apresentação e depois de refletir sobre a mesma resolvi postar um comentário à época fazendo uma analogia com o computador.
Alguns trechos que me motivaram a fazer a analogia entre cérebro e maquina:
[cor2]”… nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é otimizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e “apagando” as experiências duplicadas…
…Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir, as mesmas pessoas, ruas, problemas, desafios,…[/cor2]
Realmente é incrível ao fazer uma analogia com os computadores e mais uma vez perceber e saber que eles são logicamente feitos tal qual o funcionamento do nosso cérebro. Cito por exemplo o dispositivo volátil de hardware chamado ‘memória cache’. Nela são armazenadas operações corriqueiras e mais executadas como a simples abertura e execução do editor de textos Word ou a planilha eletrônica Excel.
Veja que ao executar o Word, ele demora um tempinho para abrir para se começar a editar o texto. Note que a janela de abertura e apresentação do software demora certo tempo na tela. Experimente fechar o Word e abri-lo de novo. Este momento é mais rápido pelo fato de ter sido pinçado lá da memória cache. Esta memória é um dos componentes da máquina que realizam a tarefa de otimizar o ‘pensamento’ do computador e fazê-lo trabalhar mais rápido.
Outra característica interessante é sobre a transmissão de áudio e vídeo pela internet. Tecnologia conhecida como media streaming. Antes destas mídias aparecerem na tela e saírem nas caixas de som, entra em cena um outro ‘armazenador’ denominado buffer. Nele são ‘gravados’ de 10 a 30 segundos do material multimídia para que, em caso de falha de conexão, a transmissão continue enquanto que em background o sistema operacional tenta restabelecer nova conexão. Tudo isso é praticamente imperceptível para o usuário internauta e acontece em segundos ou até mesmo em nanosegundos.
Lembram-se dos antigos tocadores portáteis de CD ou os toca CDs de carro? Sempre que passávamos em um buraco na estrada a música pulava. Isto foi resolvido com a instalação de memória buffer nos aparelhos que foram lançados depois da primeira leva. A música tinha segundos armazenados em tempo real no buffer e quando vinham o buraco e o solavanco, o sistema operacional do tocador de cd ‘pegava’ os segundos que estavam lá no buffer e imediatamente os punham em execução audível. A música realmente pulou, mas o buffer foi mais rápido e imediatamente recorreu à parte que já estava previamente armazenada na memória. O tempo de acesso realmente foi da escala de nanosegundos.
Organizando os pensamentos e os dados
Quando a sua mente está lenta e tumultuada, o que você faz? Senta e pára por um tempo para arrumar e conciliar os pensamentos e não cair no stress do dia a dia. Já nos computadores é a hora então de desfragmentar os dados e novamente trazê-los a uma melhor execução de acesso. Caso contrário, o HD do micro ficará superlotado, sem arrumação e cada vez mais lento.
Será que ao realizarmos uma nova e inédita instalação de um novo programa na máquina poderemos dizer que este procedimento se assemelha a uma nova experiência vivida pelo cérebro? Em ambas as situações tanto PC quanto cérebro alocam mais recursos físicos e lógicos do que quando estão diante de situações cotidianas. Leds e neurônios piscam freneticamente ao realizarem novas tarefas nunca antes realizadas. Nos dois casos, máquinas e cérebros armazenam, respectivamente em suas memórias físicas, novos arquivos e experiências jamais “provadas”.
Fizemos os computadores a nossa feição lógica e a eles demos um pouco de inteligência especialista. Desde então a evolução frenética das máquinas é percebida na velocidade de processamento, armazenagem e miniaturização. Por enquanto eles não se questionam e podem ser desligados com um apertar de botão.
Daí a pergunta que não quer calar: – Quem nos moldou? Para quê? Qual é o nosso benchmark?
A ciência já não consegue explicar determinadas coisas sem admitir que haja algo extra Terra em seus modelos matemáticos e algorítmicos. Vide a seqüência de Fibonacci percebida por Leonardo Fibonacci ao observar a natureza.
Portanto creio que seja impossível que, no nosso íntimo, seja ele consciente ou inconsciente, não haja o sentimento da existência de uma força maior que pode ser chamada de Deus.







