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AMD passa de US$ 1 trilhão e entra no clube que antes era da Nvidia

AMD ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado nesta segunda, dia 21. O valor equivale a cerca de R$ 5,14 trilhões.

AMD passa de US$ 1 trilhão e entra no clube que antes era da Nvidia
Imagem: Redação iMasters

AMD ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado nesta segunda, dia 21. O valor equivale a cerca de R$ 5,14 trilhões. As ações subiram 9,6% durante a manhã, chegando a US$ 613,50, o maior preço da história.

O motor da alta tem nome conhecido. Investidores apostam no crescimento da empresa em computação voltada à inteligência artificialInteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI .

Com isso, a companhia virou a quarta fabricante americana de chips nessa faixa. Antes dela, chegaram Nvidia, Broadcom e Micron.

AMD sobe 26% em menos de um mês

A arrancada começou no início de setembro. Naquele momento, a empresa divulgou previsão de receita trimestral acima das estimativas de Wall Street.

Curiosamente, o número ficou abaixo das expectativas mais otimistas dos investidores. Mesmo assim, as ações acumulam alta de mais de 26% desde então.

Além disso, o movimento acompanhou o setor inteiro. Nesta segunda, a Intel subiu cerca de 11% e a Qualcomm avançou 4,1%. Da mesma forma, o índice de semicondutores dos Estados Unidos ganhou 2,6%, no maior nível em um mês.

A estratégia de vender o sistema inteiro

A empresa é vista como a principal rival da Nvidia em GPUs para IA. Contudo, o jogo mudou nos últimos anos.

Hoje, a AMD vende bem mais que chips avulsos. Ela oferece sistemas completos, combinando processadores, equipamentos de rede e outros componentes.

Essa escolha tem lógica clara. Afinal, quem monta cluster de IA compra infraestrutura integrada, e a Nvidia já vendia esse pacote há tempos.

A empresa também ganha com CPUs. Servidores de IA combinam processadores centrais com GPUs, e essa demanda ajudou a companhia a tomar participação da Intel.

AMD ainda corre atrás de uma rival de US$ 5 trilhões

O tamanho da distância impressiona. A Nvidia chegou ao trilhão em 2023 e hoje passa de US$ 5 trilhões.

Portanto, a AMD entrou no clube, porém segue bem atrás da líder. A diferença de valor reflete, em boa parte, a vantagem de ecossistema da concorrente.

Esse ponto interessa diretamente a quem escreve código. CUDA virou padrão de fato para treino e inferência. Por outro lado, a AMD aposta no ROCm, sua pilha de software aberta para GPUs.

O que essa virada muda para desenvolvedores

Primeiro, concorrência real costuma baixar preço de computação. Mais oferta de GPU tende a aliviar custo por hora em nuvem.

Segundo, portabilidade ganha valor. Código amarrado a uma única pilha limita a escolha de hardware no futuro.

Por isso, vale preferir frameworks de alto nível. PyTorch, JAX e runtimes de inferência já abstraem boa parte das diferenças entre fornecedores.

Além disso, teste seus modelos em mais de um backendBack-end49 conteúdosIntegração front-end com backend: 7 decisões que evitam caos entre APIs, BFF e GraphQLDev (Back & Front) · abr 2026Como criar uma FAKE API REST para testes — JSONPlaceholderDev (Back & Front) · set 2025Construindo um aplicativo de bate-papo de IA simples com Spring AI e AngularDev (Back & Front) · jul 2025Ver tudo em Dev (Back & Front) . Diferenças de desempenho e de precisão numérica aparecem cedo nesse tipo de validação.

Considere também o sistema completo. Rede, memória e interconexão pesam tanto quanto a GPU em cargas distribuídas.

Por fim, acompanhe a maturidade das bibliotecas. Kernels otimizados e suporte a quantização definem se a troca de hardware compensa.

Supercomputadores e o acordo com o governo americano

Em outubro do ano passado, o governo dos Estados Unidos anunciou parceria de US$ 1 bilhão com a AMD. O objetivo é desenvolver supercomputadores para pesquisa científica.

As áreas citadas incluem energia nuclear, tratamentos contra câncer e segurança nacional. Segundo o secretário de Energia, Chris Wright, a IA desses sistemas pode acelerar avanços em fusão nuclear nos próximos dois ou três anos.

O que acompanhar nos próximos meses

Fique atento ao próximo balanço trimestral da empresa. Ele vai mostrar se a receita de data center acompanha a euforia do mercado.

Acompanhe também a evolução do ROCm e a oferta de GPUs AMD nas grandes nuvens. Enquanto isso, vale manter seu código pronto para rodar em mais de um fornecedor.

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