NOTÍCIA

Vendas de PCs crescem e mercado ilegal cai pela primeira vez

Pela primeira vez, em dez anos que a IDC acompanha
o mercado brasileiro de PCs, o mercado ilegal do produto apresentou
uma queda. A participação caiu de 74% no final de
2004 para 65% em agosto deste ano. O movimento foi motivado por
vários fatores, e merecem destaque: a atuação
da Receita Federal, que coibiu o contrabando de componentes, a
MP do Bem, na qual isentou os fabricantes oficiais dos impostos
(PIS/COFINS) e tornou-os mais competitivos em relação
aos montadores de PCs Clones, e a várias opções
de sistemas operacionais, que também reduziram o preço
dos PCs dos fabricantes oficiais.

Apesar disso, o mercado de PCs Clones montados
no Brasil com software ilegal, principalmente por pessoas físicas,
ainda representa uma grande fatia. A queda da ilegalidade poderá
ter resultados ainda melhores caso o governo brasileiro implemente
o projeto “PCs para Todos” e a Receita Federal intensifique
o combate ao contrabando de componentes.

O mercado de PCs no Brasil no primeiro semestre
deste ano apresentou recorde de vendas e atingiu 2,5 milhões
de unidades, um crescimento de 44% em relação ao
mesmo período do ano anterior. O destaque ficou para o
segmento doméstico (pessoas físicas), que se beneficiou
com a redução dos preços dos computadores.
A IDC constatou junto ao varejo que houve um aumento na demanda
do primeiro computador. Em dezembro de 2004, apenas 12,5% dos
domicílios no Brasil possuíam um PC em casa.

É importante ressaltar que diferente de
outros países, onde há uma expressiva concentração
das vendas por parte dos grandes fabricantes, no caso do Brasil
isto não ocorre. Aqui, os cinco primeiros colocados no
ranking de vendas de PCs possuem quase 20% do mercado.

Pode-se notar uma mudança no processo de
compra dos usuários domésticos. O computador tem
se tornado, cada vez mais, um equipamento de entretenimento e
educação e está saindo do quarto em direção
à sala. Os consumidores que fazem a segunda compra, além
dos tradicionais CDRW e DVD estão de olho nos monitores
de LCDs (cristal líquido), cujos preços estão
em queda e oferecem uma qualidade bastante superior aos tradicionais
monitores CRTs. O consumo deverá crescer 300% este ano
em comparação ao ano anterior.

A IDC Brasil acredita que o projeto "PC para
Todos" beneficiará principalmente os consumidores
que farão a sua primeira compra oriundos da classe B e
C. Caso a preocupação do governo atual seja a inclusão
digital, a IDC vê como o momento mais adequado para pensar
em disponibilizar os computadores principalmente nas escolas públicas
de ensino fundamental. Outros países já montam laboratórios
nas escolas públicas com grande êxito e seria a alternativa
mais eficiente para inserir as classes econômicas mais baixas
no mundo digital.

Matérias especiais e reportagens conduzidas internamente pela Redação iMasters. Acompanhe no Twitter @imasters e no Instagram/Threads @portalimasters

Mais de Redação iMasters
Ver perfil →