NOTÍCIA

Programa de tecnologia da ONU é coordenado por brasileiro

O programa "Inventando um Futuro Melhor: Uma
Estratégia para o Fortalecimento da Ciência e Tecnologia
em Todos os Países", lançado ontem nas Nações
Unidas, pelo secretário-geral Kofi Annan, está sob
a coordenação do professor brasileiro Jacob Palis,
do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA/MCT),
e do professor Ismail Serageldin, antigo vice-presidente do Banco
Mundial e, atualmente, diretor da Nova Biblioteca de Alexandria.

Ambos foram escolhidos em meio a cerca de 90 nomes
apresentados pelo Inter Academy Council (IAC), formado por 15
academias de Ciências, dentre elas as dos Estados Unidos,
França, Inglaterra, Japão, China, Índia,
África do Sul e Brasil.

"O lançamento desse projeto nas Nações
Unidas é de grande magnitude, pois conseguiremos mobilizar
a comunidade internacional, governantes, academias, o mundo inteiro.
Teremos uma visibilidade muito grande. Já estão
previstas mais de seis mil cópias, mas é provável
que esse número aumente", destaca Jacob, segundo a
agência de notícia do MCT.

O documento do programa está embasado por
exemplos concretos de diversas iniciativas de sucesso em C&T
e também algumas estatísticas pertinentes, como
quanto cada país vem investindo em C&T. De acordo com
as estimativas das Nações Unidas e da Fundação
de Pesquisa dos Estados Unidos, o Brasil gasta 1% do PIB em ciência
e tecnologia; Coréia (2,55%); Suécia (3,7%); Japão
(3%); Índia (1,2%); México (0,34%); Equador (0,08%);
China (0,7%).

O professor do IMPA adianta os capítulos
do projeto:

1. A urgência da promoção
do fortalecimento de Ciência e Tecnologia em todos os países.
2. Ciência, Tecnologia e Sociedade.
3. A expansão de recursos humanos.
4. A criação de Instituições
de Pesquisa de alto nível, respondendo às necessidades
de desenvolvimento de cada país.
5. O estímulo à participação
dos setores público e privado em Ciência e Tecnologia.

6. Financiamento da pesquisa e da formação
de novos pesquisadores – A responsabilidade dos países
relativamente mais desenvolvidos no fortalecimento de Ciência
e Tecnologia em suas regiões (Brasil, China, Índia,
África do Sul e México).
7. Mobilização e agenda de trabalho das comunidades
Científico-Tecnológicas, Academias de Ciências,
Medicina e outras, Sociedades de Promoção da Ciência,
Sociedades Profissionais, Governos, Agencias de Fomento, Organizações
do Setor Produtivo, Bancos de Desenvolvimento e Fundações
e outras Instituições.

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