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Papel de silício melhora baterias de lítio em 10 vezes

Papel de silício pode aumentar a energia específica – a quantidade de energia liberada por unidade de peso da bateria – das baterias de lítio em até 10 vezes.

Papel de silício melhora baterias de lítio em 10 vezes
Imagem: Redação iMasters

Um novo material, que parece um papel, mas, em vez de celulose e caulim, é composto por nanofibras de silício, tem estrutura e porosidade que o tornam perfeito para ser usado como membrana no interior das baterias de lítio. Os primeiros testes revelaram que o papel de silício pode aumentar a energia específica – a quantidade de energia liberada por unidade de peso da bateria – das baterias de lítio em até 10 vezes.

Os polos negativos das baterias de lítio (anodo) são fabricados usando uma folha de cobre recoberta por uma mistura de grafite – um material condutor -, mantida no lugar por um ligante de polímero.

Como o desempenho do grafite já está no limite, os engenheiros têm tentado usar outros materiais, como o lítio-silício, para fazer baterias melhores, uma vez que a capacidade específica do silício é 10 vezes superior à do grafite.

O desafio é montar o material de forma que ele possa ser incorporado às baterias atuais sem perder suas características.

Esquema do processo de fabricação do papel de silício.
Esquema do processo de fabricação do papel de silício.

Zachary Favors e seus colegas da Universidade da Califórnia obtiveram sucesso usando uma técnica chamada tecelagem eletrostática (electrospinning).

Uma tensão de 20 mil volts é aplicada entre um aparato de coleta e um bico que emite uma solução composta de ortossilicato tetraetila (TEOS), um composto químico largamente usado pela indústria eletrônica. Então, as nanofibras são expostas a um vapor de magnésio para produzir o papel de silício, uma trama porosa formada pelas nanofibras.

De acordo com os pesquisadores, o papel de nanossilício é “sintetizado via redução magnesiotérmica das nanofibras de SiO2 (óxido de silício) eletrotecidas por uma polimerização de ortossilicato tetraetila por catálise ácida”.

O desafio agora é adaptar a técnica para que possa ser possível produzir o papel de silício em escala maior e de forma contínua.

Com informações de Inovação Tecnológica

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