Middleware Ginga não emplaca no Brasil
De acordo com
especialistas, o Ginga, middleware de interatividade desenvolvido no país,
perdeu a chance de ser transformador dos negócios na TV aberta. A conclusão foi
divulgada durante o Rio Info 2011, evento de TIC que acontece até hoje no Rio de
Janeiro.
Para Salustiano
Fagundes, da HXD, desenvolvedora local de software, especializada em
aplicativos para TV digital, o mercado Ginga não evoluiu como se esperava no Brasil. Ele acrescenta que o middleware de interatividade na TV aberta
será agora apenas mais uma tecnologia disponível. Entretanto, o executivo
acredita que o Ginga terá um futuro brilhante no IPTV e pode abrir frentes na
TV digital.
Marcelo Moreno,
professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, e um dos articuladores da
defesa do Ginga como padrão para o IPTV junto à União Internacional de
Telecomunicações, concorda que faltam modelos de negócios por parte das
radiodifusoras para o uso da interatividade. “Hoje o Ginga está sendo
trabalhado para conteúdos próprios. Não é possível usar nenhum canal interativo
para conteúdo que não seja da própria emissora. Isso retarda a oferta de novos
negócios”, afirmou.
Em relação ao IPTV
no Brasil, a maior preocupação é com a adoção de plataformas proprietárias.
“O Ginga tem espaço, porque ele harmoniza diferentes plataformas. O
consumidor não quer saber se o conteúdo é broacast ou broadband. Ele quer
acessar. E esse papel que queremos para o Ginga – harmonizar diferentes
plataformas”, declarou.
No evento, o ponto
forte do debate sobre TV digital e aplicações foi a constatação de que o Ginga
fará mais sucesso fora do que dentro do Brasil. “Parece que tecnologia
nacional não tem muito espaço aqui dentro”, lamenta Moreno.
Com informações de Convergência Digital
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Redação iMasters





