Meta anuncia Ray-Ban Meta Audio, óculos de IA sem câmera para responder às acusações de espionagem
No Connect 2026, a empresa apresentou um óculos inteligente que troca a câmera por áudio de alta qualidade, tentando escapar do apelido de "óculos pervertido" que os modelos com gravação de vídeo ganharam.

A Meta confirmou nesta quarta-feira, durante o keynote do Connect 2026, o lançamento do Ray-Ban Meta Audio, seu primeiro óculos de inteligência artificial↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI → sem câmera. O nome é burocrático, mas a proposta é direta: abandonar a captura de vídeo para tentar resolver um problema de imagem que a empresa vinha acumulando desde que lançou seus primeiros óculos inteligentes com gravação embutida.
Da câmera ao áudio: o motivo da mudança
Os óculos de IA da Meta com câmera embutida ganharam, segundo reportagem da TechCrunch, o apelido informal de "pervert glasses" depois que usuários, majoritariamente homens, foram flagrados usando o dispositivo para filmar pessoas sem consentimento. A Meta já havia tentado mitigar o problema com uma atualização que desativa a câmera caso o LED indicador de gravação seja adulterado, mas o desconforto em torno do produto persistiu.
O Ray-Ban Meta Audio ataca o problema pela raiz: sem câmera, não há gravação de vídeo possível. O dispositivo foca em música, podcasts, chamadas de voz, tradução de fala em tempo real e comunicação com a Muse, a assistente de IA pessoal da Meta que já está presente em toda a linha de óculos da empresa. Na prática, é a resposta da Meta a algo como os AirPods com Siri da Apple, competindo no mesmo território de áudio no rosto, sem a bagagem reputacional das câmeras.
"Once you get used to high quality audio, it's just a thing that you want all the time, right?", disse o CEO Mark Zuckerberg durante o keynote, explicando que a empresa percebeu que podia desenhar uma categoria inteira de óculos em torno apenas do áudio.
Ficha técnica e preço
O Ray-Ban Meta Audio é fabricado pela EssilorLuxottica, parceira da Meta em hardware de IA desde os primeiros modelos Ray-Ban Meta. Sem precisar acomodar sensores de câmera, o óculos ficou mais fino que os demais modelos da linha e pesa apenas 43 gramas. A armação tem pontas de haste ajustáveis, apoios de nariz intercambiáveis e dobradiças com sobre-extensão.

A bateria promete até 12 horas de uso contínuo com uma carga, chegando a 48 horas com o case de carregamento incluso, segundo dados divulgados pela própria Meta. O produto sai em 23 combinações de cor e lente, em dois estilos: o "Clubmaster", de inspiração retrô da Ray-Ban, e o "Burbank", descrito pela empresa como um formato retangular clássico e atemporal. Como nos outros modelos, é possível encomendar com grau de prescrição óptica.
O preço inicial é de US$ 349, e o pré-pedido abre em 13 de outubro de 2026 (data confirmada pela Meta). Não há, até a publicação da fonte, anúncio de disponibilidade ou preço específico para o Brasil.
O resto do anúncio: câmeras mais potentes na linha com vídeo
O Connect 2026 não trouxe só o modelo sem câmera. A Meta também anunciou a próxima geração dos óculos com câmera, o Ray-Ban Meta (Gen 3), que chega ao lado do já existente Wayfarer com dois novos formatos: Aviator e Zena, este último com armação em formato cat-eye. A geração 3 tem câmera de 12 MP com suporte a vídeo em 3K Ultra HD, array de seis microfones e até nove horas de bateria.
A linha de óculos feita em parceria com a EssilorLuxottica também ganha mais estilos e cores, além de uma nova parceria de marca com a cantora Lisa, sucedendo a colaboração anterior com Kylie Jenner. A Meta afirmou que a expansão para mais países também está prevista, sem detalhar cronograma.
Todos os óculos da linha, com ou sem câmera, contam com acesso à Muse, o assistente pessoal de IA da Meta.
O que ainda vem por aí
A empresa também adiantou uma lista de recursos futuros para a linha de óculos: suporte a Dolby Atmos Capture, um recurso que escolhe automaticamente a melhor foto entre vários quadros capturados, opção de alternar entre modo paisagem e retrato, melhorias de acessibilidade↳Acessibilidade11 conteúdosO que é Acessibilidade Web e como tornar seu site mais acessívelDev (Back & Front) · mar 2019Design para veteranos digitais: acessibilidade para nós mesmosProduto & UX · jan 2020Dicas de Front-End para usabilidade, acessibilidade, performance e responsividadeProduto & UX · fev 2025Ver tudo em Produto & UX → para pessoas com perda auditiva, respostas mais detalhadas da IA, diferentes modos de áudio e controles personalizáveis.
Um ponto chama atenção e ainda não tem detalhamento técnico público: a Meta mencionou um recurso batizado de "private processing", que a empresa descreve como uma forma de impedir que ela própria tenha acesso aos dados do usuário. Não há, na fonte, especificação de como isso funciona na prática, nem se envolve processamento local no dispositivo, criptografia ponta a ponta ou apenas uma política de retenção de dados. Para quem desenvolve integrações com o SDK de óculos da Meta ou avalia esses dispositivos como superfície de captura de dados de voz e localização, esse é o detalhe a acompanhar quando a empresa detalhar a arquitetura.
O Ray-Ban Meta Audio não resolve, por si só, a discussão sobre wearables de IA e privacidade, já que a linha com câmera continua sendo vendida e expandida em paralelo. Mas indica que a Meta está segmentando o mercado: quem quer gravar vídeo continua tendo opção com câmera mais potente, e quem só quer áudio com IA embutida ganha um produto dedicado, mais leve e, ao menos no papel, sem o problema de imagem que perseguia a linha anterior.
Fonte: TechCrunch
Este artigo foi escrito por Redação iMasters. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.
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