NOTÍCIA

Empresa vai lançar chips de mineração de bitcoins para smartphones

A mineração de bitcoins é feita através do processamento de um grande número de dados e gera ao usuário uma remuneração em moeda virtual.

Empresa vai lançar chips de mineração de bitcoins para smartphones
Imagem: Redação iMasters

A startup 21 anunciou na última segunda-feira que vai lançar chips de mineração de bitcoins para smartphones. Chamado de BitShare 21, o pequeno aparelho poderá ser incorporado em qualquer dispositivo conectado à Internet como um chip autônomo ou integrado em qualquer chip existente.

A mineração de bitcoins é feita através do processamento de um grande número de dados e gera ao usuário uma remuneração em moeda virtual. Até agora, o processo só se torna possível quando o usuário utiliza computadores potentes, mas a startup afirma que em breve o cenário deve mudar.

20140115164604_660_420

 

Além do dinheiro

Para quem já estava pensando em ficar milionário usando o celular, é preciso ter calma. A proposta não quer necessariamente gerar bilhões de bitcoins, e sim criar uma moeda mais abrangente, que poderá substituir os meios de pagamento utilizados atualmente. “Estamos menos preocupados com o bitcoin como um instrumento e mais interessados nele como um protocolo – e particularmente nas utilizações industriais habilitadas pela mineração incorporada”, explica o CEO Balaji Srinivasan em um post no Medium.

Além da tarefa principal, a empresa defende outros benefícios da adoção da mineração incorporada, como a autenticação descentralizada de dispositivos e o subsídio de smartphones em países em desenvolvimento. “Acreditamos que a aplicação mais significativa a longo prazo pode ser reduzir o custo inicial de dispositivos conectados à internet para torná-los mais acessíveis. Com a mineração incorporada podemos, em teoria, estender o modelo de subsídio para qualquer dispositivo habilitado para internet, transformando um custo inicial de montante fixo para um custo potencialmente mais gerenciável ao longo do tempo”.

A 21 propõe ainda a divisão de uma porcentagem do que é extraído com o proprietário do dispositivo. “Sentimos que essa pode ser uma virada no jogo: o processador bitcoin de um smartphone poderá ser tão importante na escolha de um dispositivo como a memória RAM, a CPU e o armazenamento interno”, afirma Srinivasan.

***

Com informações de Olhar Digital

Matérias especiais e reportagens conduzidas internamente pela Redação iMasters. Acompanhe no Twitter @imasters e no Instagram/Threads @portalimasters

Mais de Redação iMasters
Ver perfil →