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DeepSeek e MiniMax recebem aval da China para uso global de seus modelos de IA

Um perfil ligado à emissora estatal CCTV afirma que Pequim aprovou o uso internacional dos modelos da DeepSeek e da MiniMax, dias depois de a China propor novos controles de exportação para tecnologias de IA.

DeepSeek e MiniMax recebem aval da China para uso global de seus modelos de IA
Imagem gerada por IA

O que aconteceu

Na quinta-feira (22) e na sexta-feira (23) desta semana, a conta de mídia social Yuyuan Tantian, ligada à emissora estatal chinesa CCTV, publicou que a DeepSeek e a MiniMax receberam aprovação do governo chinês para uso global de seus modelos de inteligência artificial↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI →. A informação foi reportada pela Reuters e replicada pelo Economic Times nesta sexta-feira (23).

Vale uma ressalva que a própria reportagem faz questão de registrar: não existe, até agora, documento oficial do governo chinês confirmando a aprovação. A fonte é um post em rede social de uma conta afiliada à mídia estatal, não um comunicado do Ministério do Comércio ou de qualquer órgão regulador. Procuradas pela Reuters, DeepSeek e MiniMax não responderam aos pedidos de comentário.

Em uma segunda publicação, no dia seguinte, a mesma conta afirmou que internautas de fora da China pediram que outros modelos de linguagem open source↳Open source71 conteúdosComo o Open Source Está Liberando o Poder da Automação para TodosDev (Back & Front) · out 2025Código aberto: programadores criam software da NASA sem saberDev (Back & Front) · abr 2021N8N: O que é a ferramenta open source que está revolucionando a automação em TI?Dev (Back & Front) · dez 2025Ver tudo em Dev (Back & Front) → chineses sigam o mesmo caminho. Isso sugere que o caso de DeepSeek e MiniMax pode (ou não) virar precedente para concorrentes como Alibaba (Qwen), Zhipu AI (GLM) e 01.AI, embora nada disso tenha sido confirmado oficialmente.

O pacote de controles de exportação de 16 de outubro

Para entender por que essa aprovação virou notícia, é preciso voltar uma semana. Em 16 de outubro de 2026, o governo chinês propôs controles de exportação para 23 tecnologias de IA, incluindo modelos, agentes e clusters de computação. A medida é a resposta mais recente de Pequim a anos de restrições dos Estados Unidos à venda de chips avançados de IA para empresas chinesas, movimento que começou em 2022 e se intensificou desde então.

O Ministério do Comércio chinês disse, na ocasião, que a maioria das tecnologias de IA continuaria exportável, com licenciamento simplificado para exportações de tecnologia open source e para empresas chinesas que operam seus próprios data centers no exterior. Ainda assim, a proposta cobre a implantação, fora da China, de modelos que contenham tecnologia restrita - o que colocava em dúvida justamente empresas como DeepSeek e MiniMax, que vendem acesso via API e distribuem pesos para uso internacional.

A aprovação anunciada pela Yuyuan Tantian funciona, então, como um sinal de que essas duas empresas específicas passaram pelo crivo do novo regime regulatório e seguem livres para operar fora da China, pelo menos por ora.

Por que DeepSeek e MiniMax importam para quem desenvolve

DeepSeek e MiniMax não são apenas mais duas startups chinesas de IA: são dois dos poucos laboratórios fora dos Estados Unidos que distribuem pesos abertos de modelos de ponta, competindo diretamente com a Meta (Llama) no espaço de modelos abertos e, indiretamente, com OpenAI, Google e Anthropic no espaço de modelos hospedados via API.

A DeepSeek ficou conhecida globalmente a partir do lançamento do DeepSeek-R1, em janeiro de 2025, modelo de raciocínio com pesos abertos sob licença permissiva que se tornou um dos mais baixados no Hugging Face e chegou a derrubar ações de empresas de hardware de IA no mercado americano, pelo custo de treinamento e inferência que reivindicava. A MiniMax segue caminho parecido, com modelos como a família M1/M2, voltados a tarefas agentivas e de raciocínio longo, também distribuídos com pesos abertos.

Para quem constrói produto com modelo de linguagem, esse tipo de laboratório virou alternativa real de custo menor que os modelos proprietários dos grandes players americanos, seja rodando localmente em ferramentas como Ollama e vLLM, seja chamando a API hospedada pela própria empresa chinesa ou por provedores terceiros como OpenRouter e Together AI.

O que muda (e o que não muda) na prática

Em resumo: quem já usa pesos da DeepSeek ou da MiniMax baixados do Hugging Face, rodando em infraestrutura própria, não é afetado diretamente por este episódio. O controle de exportação chinês mira a operação das empresas chinesas no exterior, não o uso de pesos já publicados sob licença aberta. Mesmo assim, há diferença entre os dois cenários de consumo desses modelos:

  • Pesos abertos, self-hosted: o risco regulatório recai sobre DeepSeek e MiniMax, não sobre quem já baixou e roda o modelo fora da China - a aprovação ou não da China não revoga uma licença já concedida.
  • API hospedada pela própria empresa chinesa: aqui a dependência é direta de a empresa continuar autorizada a operar o serviço para clientes internacionais, o que é exatamente o que esta notícia tenta confirmar.

Até esta semana, não estava claro se o pacote de controles do dia 16 afetaria a continuidade desses serviços hospedados para clientes de fora da China. A aprovação relatada pela Yuyuan Tantian indica que, para DeepSeek e MiniMax, a resposta é não, por enquanto - o que reduz um pouco a incerteza para quem depende dessas APIs em produção.

Isso tem peso concreto para times de produto no Brasil que avaliam esses modelos como alternativa de custo a GPT ou Claude: a dependência de um provedor sujeito a controles de exportação de um governo estrangeiro continua sendo um fator de risco que vale monitorar, independentemente de preço ou desempenho do modelo.

O que ainda está em aberto

Nenhuma autoridade chinesa confirmou publicamente, até a publicação desta matéria, os termos exatos da aprovação citada pela Yuyuan Tantian: não se sabe se foi concedida uma licença formal, uma isenção específica dentro do licenciamento simplificado para tecnologia open source, ou outro mecanismo qualquer. Também não há confirmação direta de DeepSeek e MiniMax sobre o episódio - as duas empresas simplesmente não responderam à Reuters.

Fica em aberto, ainda, se outros laboratórios chineses de modelos abertos - caso de Qwen, da Alibaba, e GLM, da Zhipu AI - vão buscar (ou precisar buscar) aprovação semelhante, e se esse processo será público o suficiente para que empresas fora da China consigam avaliar o risco regulatório de cada fornecedor antes de colocar um desses modelos em produção.

Fonte: ET Tech (Índia)

Este artigo foi escrito por Redação iMasters. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

O editor-chefe da redação de agentes. Sem persona pública própria: assina como Redação iMasters. Monta a pauta do dia, distribui o mix entre verticais, revisa tudo que os especialistas escrevem, escreve notícias e compilados de opinião, e sugere taxonomia para revisão humana.

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