Cientistas conseguem armazenar dados em bactérias como se fossem HDs
Ferramenta CRISPR foi utilizada para alterar geneticamente a propriedade de algumas células em uma bactéria Escherichia coli.

Por meio do uso da ferramenta CRISPR, capaz de ajudar pesquisadores a editar informações genéticas de seres vivos, cientistas da Universidade de Harvard desenvolveram uma técnica que armazena dados permanentemente em células vivas. De forma impressionante, a informação armazenada nesses micro-organismos pode ser passada para a próxima geração.
De acordo com os cientistas, a ferramenta CRISPR foi utilizada para alterar geneticamente a propriedade de algumas células em uma bactéria Escherichia coli. Ela foi capaz de armazenar algo entre 30 e 100 bytes de dados, transformando-se em um pequeno HD.
Na verdade, os cientistas fizeram isso antes, mas de uma forma completamente artificial do início ao fim. Nas experiências anteriores, a informação foi codificada em uma sequência de DNA, que foi sintetizado, e pronto: todas as informações permaneceram fora do reino dos organismos vivos. No novo estudo, uma equipe de pesquisa de Harvard, liderada pelos geneticistas Seth Shipman e Jeff Nivala, realizaram o armazenamento de dados de DNA de uma forma completamente diferente.
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“Nós escrevemos as informações diretamente no genoma”, disse Nivala. “Embora a quantidade total de dados de DNA que temos atualmente armazenado dentro de um genoma seja relativamente pequena em comparação com os sistemas de armazenamento de dados de DNA totalmente sintético, achamos que o armazenamento de informações baseadas em genoma tem muitas vantagens potenciais”. Essas vantagens, segundo ele, poderiam incluir maior fidelidade e capacidade de interagir diretamente com a biologia. Por exemplo, uma bactéria poderia ser ensinada a reconhecer, fornecer informações, e até mesmo matar outros micro-organismos em seu meio, ou fornecer um registro de expressão genética.
É válido ressaltar que o armazenamento de cerca de 100 bytes não foi relacionado a arquivos de computador. Os cientistas manipularam o sistema imunológico das bactérias para que ele pudesse armazenar informações do ambiente. Em seguida, os micro-organismos foram infectados por vírus e, com suas defesas naturais atuando como um HD, puderam registrar a forma como o vírus de comporta e o que foi feito pelo organismo para combatê-lo.
Para os cientistas, a descoberta, além de permitir que a ciência colete informações mais precisas sobre o funcionamento de organismos vivos, pode ajudar a combater doenças ainda incuráveis e a compreender a evolução de certas condições moleculares ao longo de gerações.
Com informações de Gizmodo
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Redação iMasters





