B2B Online em queda no Brasil
A E-Consulting e a Camara-e.net (Câmara Brasileira
de Comércio Eletrônico↳E-commerce21 conteúdosECBR Club: novo espaço para devs se conectarem ao ecossistema de e-commerceDev (Back & Front) · mai 2025TOTVS anuncia joint venture com VTEXMarketing Tech · mai 2019Jovens da Brasilândia recebem formação gratuita em tecnologiaGestão Dev & TI · jul 2025Ver tudo em Marketing Tech →), anunciam o B2BOL –
índice trimestral do business-to-business online no país
– do primeiro e segundo trimestre de 2004.
O B2BOL apresenta os volumes transacionados digitalmente
entre empresas, seja a partir de portais proprietários
(B2B Companies), ou de E-Marketplaces – os chamados mercados
digitais independentes. “A análise é feita
desde a ponta de compra (e-procurement) até a ponta de
venda (e-sales), abrangendo todas as formas e modelos de transação
online entre empresas”, afirma Daniel Domeneghetti, Diretor
de Estratégia e Conhecimento da E-Consulting.
O estudo verificou uma queda em relação
ao trimestre anterior (último do quarto trimestre de 2003)
da ordem de 24,3%. O comparativo entre o quarto trimestre de 2003
e o primeiro de 2004 aponta também uma queda do B2B Companies,
de R$ 38,3 bilhões, de outubro a dezembro de 2003, para
R$ 29,8 bilhões no período de janeiro a março
deste ano. Já o B2B E- Markets evoluiu de R$ 5,8 bilhões
para 8,4 bilhões no mesmo período.
Tanto o faturamento do B2B Companies quanto o do
B2B E-Markets aumentaram do período de janeiro a março
de 2004 e de abril a junho. O B2B Companies subiu de R$ 29,8 bilhões
para R$ 42,8 bilhões, somando um total de R$ 142,7 bilhões
do período do terceiro trimestre de 2003 a junho de 2004.
Neste mesmo período o total do B2B E-Markets foi de R$
172,8 bilhões e um crescimento de R$ 38,2 bilhões
para R$ 53,9 bilhões do terceiro trimestre do ano passado
a junho deste ano.
De acordo com Daniel Domeneghetti, Diretor de Estratégia
e Conhecimento da E-Consulting Corp. e Vice Presidente de Métricas
e Conhecimento da Camara e-net, as operações B2B
online no país ainda apresentam resultados tímidos
perante a pujança de nossa economia offline. Isso porque
as cadeias de valor setoriais no país possuem em sua maioria
empresas de médio, pequeno e micro portes. Ou seja, como
a cadeia não está digitalizada, de nada adianta
às grandes e multi (altamente tecnológicas e integradas)
tentarem efetuar suas transações online. É
algo como jogar ping-pong sozinho, dado que não há
resposta. O buraco é mais embaixo. É de inclusão
empresarial”.
“Vale lembrar que para cada empresa pequena
incluída, você tem umas 10 pessoas incluídas;
ou seja, a inclusão empresarial é um excelente vetor
de inclusão de digital” complementa Cid Torquato,
Diretor Executivo da Camara-e.net.
“Quanto ao B2B E-Markeplaces, os valores
também são tímidos, mas por outra razão:
a enorme concentração das principais cadeias produtivas
brasileiras em seu nó produtivo, ou seja, apesar de serem
formadas por inúmeras micro, pequenas e médias empresas
nos nós atacado, distribuição e varejo; em
seu nó de produção há enorme concentração
de players. Isto provoca até a associação
destes em portais próprios, como no caso de papel e celulose,
cimentos, e a conseqüente baixa adesão aos portais
independentes no que se refere às compras de materiais
produtivos. Portanto, a maior parte desse resultado é para
compra de materiais não produtivos e desova de estoques”,
complementa Domeneghetti.
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Redação iMasters




