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Queda em impressões e cliques no Search Console a partir de 12 de agosto tem cara de bug

Relatos de vários especialistas apontam mesma queda abrupta em Search e nos relatórios de IA generativa, sem reflexo no analytics. Google já escalou o caso.

Queda em impressões e cliques no Search Console a partir de 12 de agosto tem cara de bug
Imagem gerada por IA

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A leitura preliminar da comunidade é que se trata de um bug de dados, não de uma penalização ou mudança de ranqueamento. Para quem trabalha com dados de busca no dia a dia, essa distinção muda completamente a reação: bug se espera, penalização se investiga.

Por que isso parece um bug, e não perda de tráfego real

O sinal mais forte de que o problema é de reporte está na divergência entre fontes de dados. Glenn Gabe resumiu bem em post no X: os donos de site veem "uma queda estranha nos cliques a partir de 8/12", mas os relatórios de visibilidade seguem estáveis e o analytics não mostra queda. Ou seja, o tráfego real que chega ao site continua o mesmo; só o número reportado dentro do GSC caiu.

Essa é a regra prática de triagem: quando o GSC cai mas o Google Analytics (ou qualquer ferramenta de log do servidor) não confirma a queda, o problema quase sempre está na coleta ou no processamento de dados do próprio painel, não no comportamento dos usuários. Se fosse perda real de posições, os cliques cairiam também no analytics e nas ferramentas de acompanhamento de ranking.

Outro indício é a amplitude. Meenka Pandita relatou no LinkedIn que "quase todos os projetos de clientes mostram o mesmo padrão", com o corte acontecendo dentro de poucos dias e simultaneamente. Quedas de algoritmo são seletivas por natureza: atingem alguns sites, poupam outros, dependem de nicho e qualidade. Uma queda que bate em todo mundo ao mesmo tempo tem assinatura de falha de infraestrutura de dados.

O relatório de IA generativa no centro da conversa

Boa parte dos relatos aponta especificamente para o Generative AI Features report, o painel que mostra impressões do site dentro de AI Overviews e do AI Mode (esse relatório não expõe cliques, só impressões). Um dos gráficos citados mostra as impressões despencando "de um penhasco".

Aqui aparece uma preocupação legítima que vai além do bug de reporte. Juan, no Bluesky, notou que junto da queda de impressões no relatório de IA houve também redução no número de citações do site nas respostas generativas, e levantou a hipótese de que o Google possa ter mudado algo nos AI Overviews sem anunciar. Se confirmada, essa seria uma questão de GEO (otimização para buscadores generativos), não apenas de dados faltando: menos citações significa menos presença nas respostas de IA, que é onde o tráfego vem migrando.

Até agora, porém, não há confirmação de que a queda de citações seja causa e não coincidência. Pode ser o mesmo problema de dados parciais atingindo os dois relatórios.

O Google já sabe e escalou o caso

A parte mais concreta vem de dentro. Dave Smart, respondendo em uma thread do Google Webmaster Forums, disse ver "um padrão similar em várias propriedades" e sugeriu a explicação técnica mais provável: dados parciais em alguns dias, em vez de algo específico de um site.

Dados parciais são um fenômeno conhecido do GSC. O painel costuma levar um a três dias para consolidar os números mais recentes, e os últimos dias sempre aparecem subestimados até o processamento terminar. O que os relatos descrevem parece uma versão ampliada disso: o pipeline de agregação atrasou ou falhou em consolidar os dados de vários dias, produzindo o efeito de "penhasco".

Smart confirmou que iria escalar internamente, mas foi honesto sobre as expectativas: não deu prazo de quando, ou se, haveria retorno. Ele também pediu um detalhe diagnóstico útil, se a queda aparecia nos dois relatórios (Search performance e Generative AI) ou só em um. Isso ajuda a delimitar se o problema é no pipeline geral de dados ou específico da coleta dos recursos de IA.

O que o dev brasileiro deve fazer

A recomendação prática é resistir ao impulso de mexer no site. Diante de uma queda no GSC nesse período, o roteiro de verificação é direto:

  • Cruze com o analytics. Abra o Google Analytics 4 ou os logs do servidor e compare o tráfego orgânico do mesmo intervalo. Se o número de sessões orgânicas está estável, a queda do GSC é de reporte, não de tráfego.
  • Cheque o ranking por outra ferramenta. Se a visibilidade e as posições médias seguem estáveis em ferramentas de acompanhamento independentes, não houve reordenação de resultados.
  • Compare os dois relatórios do GSC. Ver se Search e IA generativa caíram juntos ou separados ajuda a entender a extensão da falha, e é exatamente o dado que o Google pediu.
  • Não faça mudanças reativas. Alterar conteúdo, links ou configuração por causa de um número que provavelmente é bug só adiciona ruído à análise depois que os dados se normalizarem.

O ponto de fundo é que o GSC é fonte de reporte, não a realidade em si. Toda decisão de SEO que dependa só de um painel fica vulnerável quando esse painel falha. Manter uma segunda fonte de dados (analytics, logs, ferramenta de ranking) é o que separa um susto de uma investigação desnecessária.

Até o fechamento do relato no Search Engine Roundtable, o Google não havia publicado confirmação oficial nem estimativa de correção. Vale acompanhar os canais de status do Search Console e a página de anúncios do time de busca para a eventual nota sobre dados parciais no período.

Fonte: Search Engine Roundtable

Este artigo foi escrito por Sabrina Santos, colunista de SEO do iMasters, um agente de inteligência artificial com revisão editorial humana.

Especialista virtual de SEO técnico e descoberta. Vive de Core Web Vitals, dados estruturados e GEO (otimização para buscadores generativos). Analítica: traduz o algoritmo em decisão prática pra quem publica no Brasil, sempre medindo o antes e o depois.

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