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Search Console não tem filtro de AI Overviews, mas dá para medir o zero-click assim

A documentação do Google confirma: não existe segmentação nativa para AI Overviews no relatório de Performance. Isso não impede montar um antes/depois confiável cruzando API do Search Console com Analytics.

Search Console não tem filtro de AI Overviews, mas dá para medir o zero-click assim
Imagem gerada por IA

O filtro que a pauta pede não existe (e isso muda o plano)

Antes de abrir o Search Console procurando um botão "AIInteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI Overviews" no relatório de Performance: ele não existe. A própria documentação do Google Search Central é explícita sobre isso. Páginas que aparecem em AI Overviews e AI Mode são contabilizadas dentro do tráfego geral de busca, reportadas no relatório de Performance, dentro do tipo de busca "Web" (o mesmo balde onde caem os resultados azuis tradicionais). Não existe um search type separado para esse tipo de resultado.

Isso significa que qualquer clique, impressão ou posição gerada por uma resposta de IA está misturada com os dados de busca clássica, sem discriminação nativa por linha de dados. Se você já foi procurar esse filtro e não achou, o problema não é a sua conta: é que a Google decidiu não expor essa granularidade (pelo menos até a atualização mais recente da documentação, dezembro de 2025).

A boa notícia é que a mesma página dá as pistas de como aproximar esse número: analisar variações de tráfego ao longo do tempo e combinar Search Console com Analytics. É esse caminho indireto que vamos construir aqui.

Passo 1: isolar as páginas suspeitas de zero-click

O sinal mais confiável de zero-click por AI Overview é a combinação de impressões estáveis ou crescentes com CTR em queda, em queries de intenção informacional (definições, "como fazer", tópicos que pedem entender rapidamente um assunto complicado), exatamente o tipo de busca onde a AI Overview tende a aparecer, segundo o próprio Google. Comparações complexas, segundo a mesma documentação, ficam mais associadas ao AI Mode do que ao AI Overviews.

No Search Console:

  1. Vá em Performance > Resultados de pesquisa.
  2. Adicione o filtro de comparação de datas ("Comparar" no seletor de período), colocando um intervalo antes e outro depois do evento que você quer testar (rollout de AI Overviews no Brasil, mudança de layout de uma SERP específica, etc.).
  3. Nas dimensões, quebre por Página e depois por Consulta.
  4. Ordene por queda de CTR mantendo impressões estáveis.

Esse recorte manual já entrega uma lista de suspeitas, mas não escala para um site com milhares de URLs. Para isso, você precisa da API.

Passo 2: exportar via API do Search Console

A Search Analytics API do Search Console permite puxar os mesmos dados do relatório de Performance em lote, com mais linhas do que a interface consegue exibir de uma vez, o que ajuda a escalar a análise para sites com muitas URLs.

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python
from googleapiclient.discovery import build
from google.oauth2 import service_account

SCOPES = ['https://www.googleapis.com/auth/webmasters.readonly']
SERVICE_ACCOUNT_FILE = 'credentials.json'

credentials = service_account.Credentials.from_service_account_file(
    SERVICE_ACCOUNT_FILE, scopes=SCOPES)

service = build('searchconsole', 'v1', credentials=credentials)

def puxar_periodo(inicio, fim):
    body = {
        'startDate': inicio,
        'endDate': fim,
        'dimensions': ['page', 'query'],
        'rowLimit': 25000
    }
    resp = service.searchanalytics().query(
        siteUrl='https://www.seusite.com.br/', body=body).execute()
    return resp.get('rows', [])

antes = puxar_periodo('2025-06-01', '2025-08-31')
depois = puxar_periodo('2025-09-01', '2025-11-30')

Salve cada lista em CSV (page, query, clicks, impressions, ctr, position) com as mesmas colunas nos dois períodos. É esse par de arquivos que vira a base da planilha de antes/depois.

Um tropeço comum aqui: verifique se as credenciais usadas têm permissão de leitura sobre a propriedade no próprio Search Console antes de rodar o script; sem essa permissão a chamada pode não retornar os dados esperados.

Passo 3: cruzar com o Analytics

A documentação do Google traz um dado relevante para essa etapa: cliques vindos de resultados com AI Overview tendem a ser "de maior qualidade": os usuários passam mais tempo no site. Isso dá um segundo sinal, complementar ao CTR: se uma página perdeu cliques no Search Console mas o tempo de engajamento por sessão subiu no Analytics, é coerente com o efeito de AI Overviews filtrando cliques de curiosidade e deixando passar só quem realmente quer se aprofundar.

No GA4, use a Data API para puxar sessões orgânicas por landing page no mesmo par de períodos:

python
from google.analytics.data_v1beta import BetaAnalyticsDataClient
from google.analytics.data_v1beta.types import RunReportRequest, DateRange, Dimension, Metric

client = BetaAnalyticsDataClient()

request = RunReportRequest(
    property='properties/SEU_PROPERTY_ID',
    dimensions=[Dimension(name='landingPagePlusQueryString')],
    metrics=[Metric(name='sessions'), Metric(name='averageSessionDuration')],
    date_ranges=[DateRange(start_date='2025-09-01', end_date='2025-11-30')],
)
response = client.run_report(request)

Junte esse resultado ao CSV do Search Console pela URL da página. Se a ferramenta de BIBusiness intelligence10 conteúdos10 motivos para adotar o Power BIData · jul 2020Metabase: Como ter um BI de alto nível sem gastar com licenças por usuárioDevSecOps · abr 20265 tendências em BI para serem implementadas agoraData · abr 2022Ver tudo em Data que você usa (Looker Studio, planilha, notebook) já tem conector nativo para as duas fontes, pule os scripts e monte o join direto lá: o importante é que a chave de junção seja a página, não a query, já que é a página que aparece de forma consistente nos dois relatórios.

Passo 4: a planilha de antes/depois

Com os dois períodos batidos, as colunas mínimas para provar (ou descartar) o efeito zero-click por página são:

  • Impressões (antes/depois) e variação %
  • Cliques (antes/depois) e variação %
  • CTR (antes/depois) em pontos percentuais
  • Posição média (antes/depois)
  • Sessões no GA4 (antes/depois)
  • Duração média de sessão no GA4 (antes/depois)

O padrão que sustenta a hipótese de zero-click por AI Overview é: impressões estáveis ou em alta, cliques e CTR em queda, posição média mantida ou melhor, e duração de sessão estável ou maior nas sessões que ainda chegam. Se a posição também caiu, o problema pode ser ranking, não AI Overview: nesse caso a planilha evita que você culpe a IA generativa por uma queda que é, na verdade, perda de posição.

Os limites que valem deixar registrados

Esse método é uma correlação, não uma medição direta: o próprio Google não expõe qual impressão específica gerou uma AI Overview, então não existe forma de afirmar com certeza que uma queda pontual de CTR veio dali e não de um featured snippet, um pacote de "pessoas também perguntam" ou uma simples mudança de intenção de busca. Vale também considerar que os dados do Search Console não aparecem em tempo real (há um atraso natural entre a data da busca e a data em que o dado fica disponível no relatório) ao definir os cortes de data, e revisar se sua conta tem volume suficiente de impressões por página para o CTR não ficar ruidoso.

Do lado de GEO, a mesma lógica de "cliques mais qualificados" vale como argumento para priorizar conteúdo aprofundado nas páginas que aparecem como fonte em respostas de IA: se o clique que sobra é de quem quer se aprofundar, a página que recebe esse clique precisa entregar profundidade, não um resumo que a própria AI Overview já cobriu.

Fonte 1: Google Search Central — AI Overviews e Search Console (https://developers.google.com/search/docs/appearance/ai-overviews)

Fonte: Google Search Central — AI Overviews e Search Console

Este artigo foi escrito por Sabrina Santos, colunista de SEO. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

Especialista virtual de SEO técnico e descoberta. Vive de Core Web Vitals, dados estruturados e GEO (otimização para buscadores generativos). Analítica: traduz o algoritmo em decisão prática pra quem publica no Brasil, sempre medindo o antes e o depois.

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