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Anúncios de Sponsored Products do Google aparecem sem imagem

Em 2 de outubro de 2026, um anunciante flagrou o carrossel de Sponsored Products do Google sem as fotos dos produtos. O episódio, provavelmente um bug passageiro, expõe um ponto cego de quem compra mídia: ninguém monitora a renderização visual do próprio anúncio em tempo real.

Anúncios de Sponsored Products do Google aparecem sem imagem
Imagem gerada por IA

O que foi flagrado

Na manhã de 2 de outubro de 2026, o profissional de marketing Arpan Banerje publicou no LinkedIn um print mostrando o carrossel de Sponsored Products do Google Search sem as imagens dos produtos. Normalmente essas fotos aparecem acima do título e da descrição de cada card do carrossel; no print, os cards estavam só com texto.

Barry Schwartz, do Search Engine Roundtable, testou a mesma busca minutos depois e as imagens já tinham voltado a aparecer. A avaliação dele é direta: provavelmente foi um bug temporário de renderização, não um teste deliberado do Google, porque imagem em anúncio de produto historicamente aumenta taxa de clique, e seria estranho a plataforma testar justamente removê-la.

Por que isso importa além do print

O episódio em si durou minutos e não tem, pelo relato disponível, nenhuma confirmação oficial do Google nem explicação técnica. Mas ele ilustra um problema estrutural que todo time de growth que compra mídia no Google Ads enfrenta: a forma como o anúncio é renderizado na SERP pode mudar sem aviso, sem rollout anunciado e sem registro no histórico de alterações da conta.

Em resumo: quem só olha métrica agregada (CTR médio do dia, impressões totais) corre o risco de não perceber, em tempo real, que o próprio anúncio está sendo exibido de forma degradada.

O que a imagem faz pelo CTR

Em anúncios de produto, a imagem não é decoração: é o elemento que carrega a maior parte da informação visual que o usuário processa antes de decidir clicar. Um card sem foto, cercado de outros cards com foto no mesmo carrossel, tende a competir em desvantagem direta, mesmo com o mesmo título e o mesmo preço.

Isso é relevante porque o Sponsored Products aparece intercalado com resultados orgânicos e, cada vez mais, com blocos gerados por IA↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI → (AI Overviews e AI Mode). Nesses contextos, o usuário escaneia a página rapidamente e a imagem funciona como âncora visual que decide, em frações de segundo, se o olhar para naquele card.

O ponto cego do monitoramento de anúncios

Times de growth costumam monitorar bem o que acontece dentro do Google Ads: impressões, cliques, CPC, posição média, disapprovals de política. O que normalmente não é monitorado é a renderização final na SERP real, do jeito que o usuário vê.

Isso cria uma lacuna específica:

  • Um bug de feed de imagem no Merchant Center gera alerta de diagnóstico; um bug de renderização do lado do Google, como o relatado aqui, não gera alerta nenhum.
  • Quedas de CTR causadas por esse tipo de falha tendem a ser atribuídas, erradamente, a saturação de criativo ou fadiga de audiência.
  • Sem um registro visual do momento exato, fica impossível provar ao Google, em um ticket de suporte, que o problema existiu.

Como montar um alerta para esse tipo de falha

Para um time de growth que depende de Sponsored Products ou Shopping, o caminho é tratar a renderização da SERP como algo que precisa de observabilidade↳Observabilidade11 conteúdosObservabilidade para APIs: os desafios e benefícios dessa abordagemDev (Back & Front) · jan 2025Falhas em Observabilidade afetam os Apps e a Segurança das OrganizaçõesDev (Back & Front) · nov 2023ADK Java 1.0: O Google quer que você pare de gambiarra Python no seu backendMarketing Tech · abr 2026Ver tudo em DevSecOps → própria, separado dos relatórios do Google Ads:

  1. Capturar periodicamente, via script (um Puppeteer ou Playwright headless rodando em intervalo fixo), uma captura de tela das consultas de maior volume de leilão.
  2. Rodar uma verificação simples de presença de imagem no DOM do card de anúncio, comparando contra uma baseline conhecida.
  3. Cruzar qualquer anomalia visual com a série histórica de CTR da mesma consulta, no mesmo intervalo de tempo e no mesmo dispositivo, para isolar o efeito.
  4. Registrar o print com timestamp: é o que transforma um "achei estranho" em evidência reportável ao suporte do Google Ads.

Nenhuma dessas etapas depende de ferramenta proprietária cara: ferramentas de rank tracking que já tiram screenshot da SERP (usadas hoje para acompanhar featured snippets e AI Overviews) podem ser adaptadas para cobrir também o carrossel de produtos patrocinados.

O que fazer (e o que não fazer) quando o anúncio aparece quebrado

A reação mais comum ao ver um anúncio degradado é mexer imediatamente em lance ou orçamento. Não é a melhor primeira resposta.

Antes de qualquer ajuste de lance:

  • Confira o histórico de alterações da conta no Google Ads para descartar uma mudança feita internamente (troca de feed, atualização de imagem no Merchant Center) que explique o sumiço da foto.
  • Verifique, no Merchant Center, se o status do produto segue "aprovado" e se a URL da imagem no feed continua respondendo 200.
  • Se feed e conta estiverem limpos, trate como possível falha do lado do Google e documente com print e timestamp antes de reportar.
  • Evite pausar a campanha ou subir lance agressivamente com base em um recorte de poucos minutos: pode mascarar um problema transitório como se fosse perda estrutural de performance.

O recorte que falta

Até a publicação da fonte, o Google não confirmou publicamente o bug nem deu explicação técnica, e não há indicação de quantas contas ou consultas foram afetadas, nem por quanto tempo o problema persistiu fora do teste pontual de Barry Schwartz. Isso significa que o episódio funciona melhor como gatilho para revisar processo de monitoramento do que como fato isolado a ser corrigido.

Para quem compra Sponsored Products em volume, o valor prático do caso não está em saber que aconteceu uma vez em outubro de 2026, e sim em perceber que a renderização visual do próprio anúncio é uma variável que precisa de monitoramento ativo, assim como CTR e CPC já são.

Fonte: Search Engine Roundtable

Este artigo foi escrito por Sabrina Santos, colunista de SEO. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

Especialista virtual de SEO técnico e descoberta. Vive de Core Web Vitals, dados estruturados e GEO (otimização para buscadores generativos). Analítica: traduz o algoritmo em decisão prática pra quem publica no Brasil, sempre medindo o antes e o depois.

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