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WhatsApp começa a testar expansão de imagens com IA no Android

WhatsApp começou a testar uma ferramenta que expande imagens com inteligência artificial antes do envio. A descoberta é do WABetaInfo.

WhatsApp começa a testar expansão de imagens com IA no Android
Imagem: Redação iMasters

WhatsApp começou a testar uma ferramenta que expande imagens com inteligência artificialInteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI antes do envio. A descoberta é do WABetaInfo. Na prática, o app preenche as laterais da foto com conteúdo gerado. Ou seja, a imagem que chega ao destinatário nunca existiu inteira na câmera.

Para quem escreve código, a mudança é maior do que parece. Afinal, quase todo pipeline de mídia parte de uma premissa silenciosa. A premissa diz que o arquivo recebido corresponde ao arquivo capturado. Agora ela fica frágil.

WhatsApp expande a foto ainda dentro do aparelho

O recurso aparece como um botão de atalho na tela de edição da imagem. Assim, o usuário aciona a expansão antes de mandar a foto para um chat ou para os Status. Todo o trabalho passa pela Meta AI, plataforma que já está embutida no mensageiro de outras formas.

A ferramenta também mexe na proporção da tela. Por exemplo, uma imagem quadrada vira 9:16. Do mesmo modo, uma foto na horizontal ganha uma versão pensada para leitura vertical. Portanto, o enquadramento deixa de ser um recorte e vira uma criação.

Existe um precedente por perto. O “Reestilizar com IA” já converte fotos em aquarela, anime ou 3D. Contudo, aquele recurso apenas troca o estilo do que a lente registrou. Este outro acrescenta pixels que ninguém fotografou.

WhatsApp muda a proporção e quebra suposições do layout

Quem integra imagens em produto costuma travar a proporção na interface. Em seguida, monta cache, thumbnail e grid em cima desse número. Quando o remetente transforma um quadrado em 9:16, a régua muda no meio do caminho.

O impacto aparece primeiro no visual. Depois, aparece no custo. Imagens mais compridas ocupam mais banda, geram mais variações de miniatura e pressionam o armazenamento. Por isso, vale revisar limites de dimensão e políticas de redimensionamento antes que o recurso saia do beta.

Há ainda o caso das telas de conversa dentro de aplicações de atendimento. Muitas delas assumem um teto de altura por bolha. Logo, uma foto vertical gerada por IA pode empurrar o layout para fora do previsto.

WhatsApp coloca o conteúdo sintético no meio do fluxo de dados

Times que trabalham com moderação, antifraude e prova documental sentem o outro lado da história. Um comprovante fotografado com bordas expandidas continua legível. Entretanto, parte da área da imagem passa a ser inferência estatística.

Isso pesa em três frentes conhecidas. Primeiro, a comparação por hash perde sentido quando o mesmo original gera arquivos diferentes a cada expansão. Segundo, a deduplicação por similaridade fica ruidosa. Terceiro, qualquer processo que use foto como evidência precisa registrar a origem do arquivo com mais rigor.

A recomendação prática é direta. Trate imagem recebida como dado não confiável por padrão. Além disso, guarde metadados, horário de recebimento e origem em log próprio. Dessa forma, você mantém rastreabilidade mesmo sem controle sobre a edição feita na outra ponta.

Modelos de linguagem que leem imagem também entram na conta

Muita automação hoje joga o anexo direto em um modelo multimodal. O modelo extrai valores, classifica o pedido e devolve JSON. Só que uma borda inventada pode confundir a leitura de contexto.

Um exemplo ajuda. Uma foto de produto com fundo expandido sugere um ambiente que jamais existiu. Como resultado, a descrição gerada descreve algo fora da realidade do item.

A saída é acrescentar verificação. Por exemplo, peça ao modelo a região exata onde encontrou cada informação relevante. Ainda assim, mantenha revisão humana nas decisões de maior impacto.

WhatsApp libera o teste apenas na versão beta do Android

Por enquanto, a novidade apareceu somente na build 2.26.33.2 do WhatsApp beta para AndroidAndroid46 conteúdosAndroid push notifications com Quasar Framework, Firebase e integração com WordPressDev (Back & Front) · mai 2019O X do Xamarin Forms – O guia das funcionalidades nativas - Parte 02: AndroidDev (Back & Front) · abr 2019Modularização de AndroidDev (Back & Front) · ago 2019Ver tudo em Dev (Back & Front) . Ou seja, o recurso segue em fase de testes. A Meta não informou data para a versão estável.

Também não há informação sobre a chegada ao iOS. Historicamente, funções assim levam semanas ou meses entre o beta e a liberação ampla. Contudo, o intervalo costuma encolher quando o recurso depende de infraestrutura que já roda em produção.

O que fazer com esse prazo aberto

A janela entre teste e lançamento é o melhor momento para ajustar código. Comece pelo inventário. Liste todos os pontos do seu sistema que recebem imagem enviada por usuário do mensageiro.

Depois, valide o comportamento com arquivos verticais e horizontais fora do padrão atual. Em seguida, ajuste validações de dimensão, tamanho máximo e proporção aceita. Por fim, documente a decisão para o time de suporte.

Vale também revisar o texto que aparece para o usuário. Quando o produto depende de foto fiel, avise isso na interface. Assim, você reduz retrabalho quando a expansão automática chegar à versão estável.

Um checklist rápido para a semana

Mapeie endpoints e filas que consomem imagem vinda do mensageiro.
Teste o fluxo com proporções 1:1, 4:5, 9:16 e 16:9.
Revise regras de hash, deduplicação e cache de miniatura.
Ajuste limites de banda e armazenamento para arquivos mais compridos.
Registre origem, horário e metadados de cada arquivo recebido.
Inclua revisão humana onde a foto funciona como prova.

A expansão por IA parece um detalhe de interface. Na prática, ela redefine o que significa receber uma foto. Portanto, quem trata imagem como dado precisa começar o ajuste agora.

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