DGX Spark perde metade da memória e fica mais caro que o original
DGX Spark ganhou uma versão com 64 GB de memória unificada, anunciada pela Nvidia em 5 de outubro. O preço sugerido ficou em US$ 4.999.

DGX Spark ganhou uma versão com 64 GB de memória unificada, anunciada pela Nvidia em 5 de outubro. O preço sugerido ficou em US$ 4.999, algo acima de R$ 25 mil na cotação atual. A fabricação fica a cargo de parceiras como Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP e MSI.
A comparação com o lançamento original explica o título. Contudo, o modelo de 128 GB chegou ao mercado por US$ 3.999.
Depois, ele foi reajustado para US$ 4.999. Hoje, aliás, aparece perto de US$ 6.000, um aumento de cerca de 50%.
O que a versão de 64 GB consegue rodar
A proposta mira cargas específicas. Com essa memória, o sistema roda agentes de IA↳Agentes de IA42 conteúdosOpera passa a integrar ChatGPT, Claude e outros agentes de IADev (Back & Front) · mar 2026Operações mais inteligentes, decisões mais rápidas: o impacto da IA agêntica na rotina de TIAI · abr 2026Adobe aposta em orquestração de agentes de IA: o que muda para devsDev (Back & Front) · abr 2026Ver tudo em AI → e modelos de linguagem de até 100 bilhões de parâmetros.
Vale lembrar por que memória unificada pesa tanto nesse cenário. Além disso, o modelo precisa caber inteiro para evitar troca constante entre camadas.
Portanto, a redução pela metade corta diretamente o tamanho máximo suportado.
DGX Spark compensa a perda com dois aparelhos ligados
Aqui está a saída técnica oferecida pela empresa. A tecnologia Nvidia Sync Cluster permite conectar dois aparelhos por cabo QSFP.
Assim, a soma recupera os 128 GB por escalabilidade. Além disso, a companhia afirma que essa combinação roda modelos de até 200 bilhões de parâmetros.
O ganho divulgado chega a 1,7 vez em potência. Contudo, repare na matemática do bolso: duas unidades custam perto de US$ 10 mil.
O hardware por dentro permaneceu igual
As especificações centrais seguem as mesmas. No entanto, o chip continua sendo o Grace Blackwell GB10.
Ele traz plataforma Arm de 20 núcleos e gráficos integrados por NVLink C2C. O desempenho citado chega a 1 petaFLOP para IA.
A conectividade usa rede ConnectX 7. O ecossistema de software vem configurado, com PyTorch e CUDA já prontos.
Esse último ponto define boa parte do valor. Quem já trabalha em CUDA encontra ambiente familiar sem esforço de migração.
DGX Spark enfrenta a AMD numa disputa por memória
O cenário competitivo ajuda a entender o lançamento. A concorrente oferece processadores como Ryzen AI Halo e Ryzen AI MAX.
Esses sistemas chegam a 192 GB de memória e custam pouco mais de US$ 6.500. Consequentemente, a comparação por gigabyte fica desfavorável.
A disputa, porém, tem dois eixos distintos. A rival se destaca em quantidade de memória unificada, enquanto a Nvidia leva vantagem em otimização e flexibilidade de software.
O contexto macro também pressiona. A crise de componentes vem encarecendo produtos com muita RAM e armazenamento.
O que avaliar antes de considerar a compra
Primeiro, calcule o tamanho do modelo que você realmente usa. Modelo quantizado em 4 bits cabe bem melhor que a versão completa.
Segundo, compare com aluguel de nuvem. US$ 5 mil pagam bastante hora de GPU em provedor.
Terceiro, pense no ecossistema. CUDA pronto reduz atrito, e isso tem valor concreto no cronograma.
Além disso, considere privacidade e latência. Inferência local resolve dado sensível e dispensa chamada de rede.
Por fim, observe a conta do cluster. Dois aparelhos sincronizados entregam 1,7 vez de potência por duas vezes o preço.
Quando chega ao mercado
A versão de 64 GB começa a ser vendida no mercado internacional em 23 de outubro. A disponibilidade para o Brasil ainda segue sem informação.
Enquanto isso, vale acompanhar testes independentes de tokens por segundo. Esse número define se a troca compensa no seu fluxo.
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Redação iMasters





