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Ryzen 7 7700X3D entrega cache empilhado e esbarra em mais barato

Ryzen 7 7700X3D chegou ao mercado com a tecnologia 3D V-Cache e a promessa de desempenho em jogos por um preço mais acessível.

Ryzen 7 7700X3D entrega cache empilhado e esbarra em mais barato
Imagem: Redação iMasters

Ryzen 7 7700X3D chegou ao mercado com a tecnologia 3D V-Cache e a promessa de desempenho em jogos por um preço mais acessível. A análise do Voxl saiu em 30 de setembro, após cerca de um mês de testes. Contudo, o resultado confirma a performance esperada, ainda assim um concorrente interno complica a recomendação.

No entanto, o modelo pertence à geração anterior da fabricante. Mesmo assim, ele entrega desempenho próximo ao dos irmãos maiores.

O que muda em relação ao 7700X original

A base arquitetural permaneceu quase intacta. São oito núcleos da arquitetura Zen 4, fabricados em 5 nanômetros pela TSMC.

Além disso, a frequência, porém, caiu. O chip opera a 4.0 GHz em modo básico e 4.5 GHz em boost.

Para comparação, o modelo original trabalhava a 4.5 GHz e 5.4 GHz. Portanto, o empilhamento de cache cobrou seu preço em clock.

Outras características seguem iguais. A compatibilidade continua restrita a memórias DDR5 de até 5.200 MT/s, e o soquete permanece AM5.

O consumo subiu um pouco. O TDP passou de 105 para 120W.

O processador também chega desbloqueado para overclock.

Ryzen com 96 MB de cache L3 explica o salto em jogos

Aqui está o ponto central do produto. O cache L3 saltou de 32 MB para 96 MB.

Esse valor representa o triplo da capacidade original. O ganho vem inteiramente da tecnologia 3D V-Cache.

A ideia funciona de forma engenhosa. A fabricante empilha uma camada extra de cache verticalmente sobre o Core Complex Die, região que abriga os núcleos.

Vale entender o motivo do impacto. No entanto, o cache é a memória mais próxima do processador e a mais rápida, ainda que historicamente limitada em capacidade.

A primeira aplicação apareceu em 2021, com o Ryzen 7 5800X3D. Desde então, a técnica virou uma das mais relevantes da década.

Existe uma diferença entre gerações que explica o comportamento térmico. Nas séries 5000X3D e 7000X3D, o cache fica acima do CCD. Já na série 9000X3D, a ordem se inverteu, com o CCD em contato direto com o dissipador.

Consequentemente, a geração mais nova roda mais fria e alcança frequências maiores.

Os números de desempenho pedem leitura atenta

Em 4K, o cenário fica previsível. Contudo, a diferença entre os modelos quase sempre cai abaixo de 5%, configurando empate técnico.

A disputa esquenta em 1080p. Nos testes com Alan Wake 2 e Cyberpunk 2077, a distância para o 9800X3D ficou abaixo de 5%.

Além disso, os dados do TechPowerUp ajudam a dimensionar. A diferença entre o 7700X3D e o 7800X3D é de apenas 3%.

Contra o 7700X, o avanço chega a 8%. Já o 9800X3D abre 12%, algo como sair de 60 para 67 FPS.

O dado mais incômodo veio do TechSpot. Na média de 13 jogos, o 7700X3D marcou 162 FPS.

O Ryzen 5 7600X3D, porém, ficou com 158 FPS. Ou seja, apenas 2% de diferença.

Temperatura e consumo ficaram bem resolvidos

O chip esquenta um pouco mais que o irmão da geração recente. Mesmo assim, nada que represente problema.

No Time Spy Extreme Test com 20 loops, o modelo bateu 74 ºC. Em jogos, a faixa comum ficou entre 60 ºC e 70 ºC.

O consumo trouxe boa surpresa. Segundo a análise, ele foi o modelo que menos consumiu entre os processadores testados, com margem próxima de 100W.

Ryzen 5 7600X3D complica a conta no Brasil

Aqui mora a ressalva principal. O 7700X3D custa entre R$ 1.800 e R$ 1.900 nas primeiras semanas.

Esse valor fica muito próximo do 7800X3D e do próprio 7700X. As diferenças giram em torno de R$ 50 ou R$ 100.

O 7600X3D, por outro lado, sai perto de R$ 1.500 ou R$ 1.600. Como ele entrega praticamente a mesma performance, o custo benefício pende para o modelo menor.

Há ainda um histórico que desanima. Contudo, o preço do 7700X segue alto anos depois do lançamento, o que gera dúvida sobre quedas futuras.

O que isso significa para quem monta bancada de trabalho

Primeiro, lembre do perfil de uso. Cache grande beneficia carga com muito acesso aleatório à memória, e jogos se encaixam bem nisso.

Segundo, compilação pesada pondera diferente. Nesse cenário, contagem de núcleos e frequência costumam pesar mais que cache.

Terceiro, considere o consumo. Entretanto, a bancada que roda o dia inteiro sente diferença de watt na conta de luz e no cooler necessário.

Por fim, faça a matemática local. No Brasil, a diferença de preço entre modelos decide mais que 2% de FPS.

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