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Tecnologia deve gerar economia de 20% da bateria de dispositivos móveis

Proposta para aparelhos 3G foi desenvolvida por pesquisa feita na Unicamp.

Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um sistema que promete gerar economia de 20% da carga da bateria de dispositivos móveis.

Isso é possível graças a um modelo matemático voltado para o uso otimizado da energia para a transferência de dados pela rede de terceira geração (3G). A novidade não considera as baterias estendidas (segundo dispositivo acoplado) nem colocar o aparelho no “modo avião”, que impossibilita a conexão e chamadas. Mas para o consumidor ser beneficiado é preciso o interesse dos fabricantes.

De acordo com Varese Salvador Timóteo, físico professor do Departamento de Informática da Faculdade de Tecnologia e coordenador do desenvolvimento do sistema, dispositivo é implementado através de um programa integrado ao software de fábrica, uma espécie de sistema embutido do aparelho.

“A preocupação surgiu quando comparamos o desempenho das baterias com a rede. Em um smartphone 3G, com a rede de dados ativa, troca de informações, tráfego de multimídia, o consumo de energia é alto. Com isso, a bateria dura algumas horas e você precisa ficar plugado, recarregando”, explicou.

Os pesquisadores analisaram os parâmetros da rede, as transições e as condições de tráfego para buscar a nova tecnologia. “Analisamos em fases o melhor momento de ativar e desativar os canais de dados, conhecer como ocorre esse tráfego, o pacote de dados”, esclareceu o professor.

O projeto prevê uma dinâmica no temporizador, que é estipulado pelas operadoras. Com o sistema, a transição passaria a ser feita com base em um modelo acoplado ao software que processa os dados no telefone. “A inovação escolhe, com base na observação do tráfego de pacotes, qual é o melhor valor para o temporizador”, afirmou Timóteo.

Segundo o físico, a pesquisa terá desdobramentos para adaptação em dispositivos móveis 4G. O pedido de patente já foi depositado pela Agência de Inovação Inova Unicamp junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

Com informações de G1

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