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Rio Claro discute estratégia para atrair empresas de tecnologia

Rio Claro pretende se transformar em um município com forte presença de empresas de base tecnológica. Situada entre dois importantes pólos do setor no Estado – Campinas e São Carlos -, a Prefeitura contratou uma equipe de especialistas para analisar as potencialidades da cidade e, depois, traçar planos estratégicos. O objetivo é atrair para Rio Claro companhias de base tecnológica. Na sexta-feira e no sábado, o grupo reúne-se com representantes de vários segmentos, e também com o prefeito Nevoeiro Jr (DEM), para colher idéias e opiniões. Novos encontros devem acontecer até o final do ano.

O trabalho é coordenado pelo presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Paulo Osório Silveira Bueno. Ele explica que o trabalho pretende oferecer sugestões para o futuro de Rio Claro, e tornar a cidade capaz de competir com outros municípios na atração de empresas de alta tecnologia. Para isso, a discussão envolve vários segmentos da sociedade.

O grupo de pesquisadores é coordenado pelo engenheiro José Dion de Melo Teles, que tem mais de 40 anos de experiência em economia do processamento eletrônico de dados aplicados na administração pública, em bancos e seguradoras. O pesquisador também ajudou a desenvolver os primeiros computadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Banespa.

Além da proximidade com dois importantes pólos tecnológicos, Rio Claro está localizada estrategicamente às margens da Rodovia Washington Luís, próxima às rodovias Anhanguera e Bandeirantes, à hidrovia Tietê-Paraná e ao principal aeroporto do Interior do Estado de São Paulo, Viracopos, em Campinas.

“Rio Claro é uma cidade que tem muito a oferecer para as empresas. Temos infra-estrutura, localização e mão-de-obra qualificada. Essa estratégia visa dar visibilidade a esses diferencias”, diz o prefeito de Rio Claro, Nevoeiro Jr. (DEM).

A pesquisa analisa dados do município, como recursos naturais, cultura, economia, educação, infra-estrutura, saneamento, educação e saúde. Personalidades ligadas às instituições, e que conhecem de perto a realidade de Rio Claro, também participam do processo desse chamado “Grupo de Reflexão Prospectiva”. São representantes do empresariado, da universidade e de outros segmentos da comunidade.

O pesquisador Teles explica que não se trata de um exercício de futurologia, e, sim, de um trabalho realizado a partir de metodologia já consagrada. “Esse trabalho vai traçar cenários prováveis e, dentro deles, analisar os possíveis caminhos”, esclarece. “Rio Claro tem todos os ingredientes para se transformar numa cidade com empresas de tecnologia, sem perder seus valores”, afirma o pesquisador.

A análise ainda vai levar em consideração a localização geográfica, contexto cultural e social. Teles explica que para conquistar empresas desse setor também é preciso analisar detalhes, como a infra-estrutura de telecomunicações e a qualificação da mão-de-obra.

Além disso, a atração dessas empresas também deve contribuir para aumentar a Taxa de Felicidade Humana da população rio-clarense, segundo o pesquisador.

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