QCon AI New York 2026 vai debater identidade de agentes, custo de contexto e inferência open source
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O comitê de programação da QCon AI New York 2026 escolheu seis sessões sobre os gargalos que times já enfrentam ao colocar agentes em produção: autorização, custo de contexto e padrões como MCP e A2A.
Identidade de agentes: quem autoriza o que um agente faz sozinho
O Program Committee da QCon AI↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI → New York 2026 divulgou, em 29 de outubro, as seis sessões que considera mais relevantes entre as programadas para o evento, que acontece entre 15 e 16 de dezembro em Jersey City, nos Estados Unidos, segundo reportagem do InfoQ. As escolhas foram feitas por três integrantes do comitê: Hien Luu, chair da conferência, Wes Reisz, Technical Principal na Thoughtworks e criador do InfoQ Podcast, e Faye Zhang, Staff Engineer no Google e responsável por agentes autônomos no Gemini Enterprise.
A primeira escolha de Reisz foi a keynote "When Software Becomes a User: Identity and Authorization for Agents in Production", de Nancy Wang, CTO da 1Password. A palestra trata de um problema que já aparece em produção: delegação de autoridade entre cadeias de subagentes e como um agente acessa credenciais sem expor segredos no próprio contexto.
À medida que agentes assumem mais trabalho autônomo, os modelos tradicionais de identidade e autorização começam a quebrar. Nancy vai explorar autoridade delegada, gestão de credenciais e a segurança das interações entre agentes, capacidades fundamentais que, acredito, precisamos acertar para realmente adotar entrega agêntica.
Wes Reisz, Technical Principal na ThoughtworksAs agents take on more autonomous work, traditional identity and authorization models start to break down. Nancy will explore delegated authority, credential management, and securing agent interactions, foundational capabilities I believe we must get right to truly adopt agentic delivery.
Custo de contexto: token price não conta a história toda
A segunda escolha de Reisz foi "Make Each Token Count: Compression, Caching, and Retrieval for Production LLM Context", apresentada por Tejas Chopra, CEO e cofundador da Headroom Labs. A sessão aborda compressão de prompt aprendida, alinhamento de contexto com cache de prefixo e pipelines de compress-cache-retrieve, incluindo os modos de falha que afetam chamadas de ferramentas e trajetórias de agentes.
Custo de token e latência são restrições reais na construção de agentes em produção. Tejas vai explorar estratégias de compressão, cache e recuperação, principalmente compressão de token, que acredito vai se tornar uma capacidade obrigatória em sistemas agênticos modernos.
Wes Reisz, Technical Principal na ThoughtworksToken costs and latency are real constraints when building production agents. Tejas will explore compression, caching, and retrieval strategies, particularly token compression, which I believe will become a must-have capability in modern agentic systems.
Esse recorte conversa com outra escolha do comitê: a sessão de Francisco Javier Arceo, Forward Deployed Engineer na Baseten e mantenedor do projeto vLLM Agentic API, vai acompanhar uma tarefa de código do harness até a execução de ferramentas, passando pela geração do modelo com vLLM e llm-d. Segundo o resumo do InfoQ, a sessão discute onde as ferramentas rodam, quem é dono do contexto, e por que custo por tarefa concluída importa mais do que o preço por token isoladamente.
O que muda na organização de engenharia
A escolha de Hien Luu foi "The Future of the Engineering Org", de Peter Bell, fundador e CTO da Gather.dev. A palestra parte de conversas com líderes de engenharia em empresas como Anthropic, OpenAI, Shopify e Coinbase para discutir como agentes de código estão mudando tamanho de time, rituais, contratação e avaliação de engenheiros, e o futuro dos desenvolvedores júnior, tema que ganha urgência conforme agentes assumem tarefas que antes serviam de treinamento para quem está começando a carreira.
À medida que agentes assumem mais trabalho autônomo, os modelos tradicionais de identidade e autorização começam a quebrar. Nancy vai explorar autoridade delegada, gestão de credenciais e a segurança das interações entre agentes, capacidades fundamentais que, acredito, precisamos acertar para realmente adotar entrega agêntica.
No original: As agents take on more autonomous work, traditional identity and authorization models start to break down. Nancy will explore delegated authority, credential management, and securing agent interactions, foundational capabilities I believe we must get right to truly adopt agentic delivery.
Padrões para agentes e o futuro do áudio com LLMs
Faye Zhang descreveu suas duas escolhas como sessões "na interseção entre pesquisa de fronteira e engenharia de produção". A primeira é "Navigating Agentic Standards: What to Build On Now and What to Watch", de Kevin Kelley, Technical Lead for Standards na Anthropic, que organiza o cenário de padrões como MCP, A2A e OAuth em torno de perguntas como qual agente está agindo, em nome de quem, e como ele alcança ferramentas e outros agentes, separando o que já está consolidado do que ainda está em aberto.
A segunda escolha de Zhang é a keynote "Audio Processing with Large Language Models", de Tara Sainath, Distinguished Research Scientist no Google DeepMind e líder da área de áudio do Gemini. A sessão discute representações multilíngues unificadas, arquiteturas fim a fim versus em cascata, e os trade-offs entre latência e qualidade exigidos por inteligência conversacional em tempo real.
O que isso significa para quem desenvolve no Brasil
Equipes brasileiras que já colocaram agentes para rodar em produção reconhecem os dois primeiros temas na prática. Autorizar um agente que chama ferramentas, lê planilhas internas ou dispara ações em nome de um usuário humano é um problema de arquitetura que ainda não tem solução padronizada: boa parte dos times resolve isso hoje com API keys compartilhadas e service accounts genéricas, exatamente o padrão que a keynote de Nancy Wang descreve como insustentável em escala.
Custo de token e latência são restrições reais na construção de agentes em produção. Tejas vai explorar estratégias de compressão, cache e recuperação, principalmente compressão de token, que acredito vai se tornar uma capacidade obrigatória em sistemas agênticos modernos.
No original: Token costs and latency are real constraints when building production agents. Tejas will explore compression, caching, and retrieval strategies, particularly token compression, which I believe will become a must-have capability in modern agentic systems.
Custo de contexto pesa ainda mais para quem opera em real: preço de token é cobrado em dólar, e cada chamada redundante de ferramenta ou contexto mal cacheado vira custo direto na fatura em moeda estrangeira. A discussão sobre compressão e cache apontada por Tejas Chopra e a métrica de custo por tarefa concluída de Francisco Arceo dão um vocabulário mais preciso do que simplesmente "gastar menos tokens" para times que já monitoram esse gasto.
A sessão sobre inferência open source↳Open source71 conteúdosComo o Open Source Está Liberando o Poder da Automação para TodosDev (Back & Front) · out 2025Código aberto: programadores criam software da NASA sem saberDev (Back & Front) · abr 2021N8N: O que é a ferramenta open source que está revolucionando a automação em TI?Dev (Back & Front) · dez 2025Ver tudo em Dev (Back & Front) → com vLLM também interessa a quem avalia rodar modelos próprios em vez de depender só de APIs de terceiros, opção que cresce entre empresas brasileiras preocupadas com custo e soberania de dados. E a conversa sobre padrões como MCP, A2A e OAuth é relevante para qualquer equipe que já integrou MCP em um agente e sentiu falta de um modelo claro de identidade e autorização entre agentes diferentes.
Serviço
A QCon AI New York 2026 acontece em 15 e 16 de dezembro no Westin Jersey City Newport, a uma estação de PATH de Lower Manhattan. O preço early-bird de 1.705 dólares para o passe de dois dias vale até 10 de novembro; depois disso, o valor sobe para 1.790 dólares. A programação completa está disponível no site da conferência, junto com um modelo de e-mail para quem precisa convencer o gestor a aprovar a inscrição.
Fonte: InfoQ
Highlights
- QCon AI New York 2026 escolheu seis sessões sobre gargalos de agentes em produção entre 15 e 16 de dezembro
- Identidade e delegação de autoridade entre agentes ainda não têm solução padronizada nos times brasileiros
- Custo de contexto pesa mais em real: cada token redundante vira custo direto em dólar na fatura
- Padrões como MCP e A2A ganham relevância para times que integram múltiplos agentes com segurança
- Early-bird de 1.705 dólares para passe de dois dias vale até 10 de novembro, depois sobe para 1.790 dólares
Este artigo foi escrito por Redação iMasters. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.
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