Proposta que pode acabar com a neutralidade de rede nos EUA foi aprovada
Ela foi aprovada por 3 votos a favor e 2 contrários pelo conselho da agência, e agora passará por um período de 60 dias de audiência pública.

Enquanto no Brasil o Marco Civil da Internet foi aprovado e sancionado, garantindo o conceito da neutralidade da rede, as coisas caminham para o lado oposto nos EUA. A FCC, espécie de Anatel do país, aprovou uma proposta que coloca em risco a isonomia do tráfego.
A imprensa dos EUA já afirma que a proposta vai arruinar a Internet. Ela diz que provedores de Internet podem, sim, dar privilégios a empresas que paguem para isso. É o que foi apelidado de “via rápida da Internet”, algo como uma faixa exclusiva de tráfego para serviços que fecham acordos com operadoras.
Há algum tempo, a Netflix fechou acordo com Comcast e AT&T, duas das grandes operadoras dos EUA, para dar acesso direto aos seus serviços para os clientes desses provedores. Isso significa que, nas redes dessas operadoras, o acesso aos serviços da Netflix é mais rápido do que em outras. Pela proposta da FCC, isso é permitido, e outras empresas podem fazer o mesmo. As operadoras não poderão diminuir a velocidade de acesso a algum serviço que não tenha fechado acordo com elas, apenas oferecer privilégios para aqueles que pagam mais.
Nos EUA, o temor é que essa proposta de alguma forma sufoque pequenos serviços e impeça o surgimento de novas ferramentas.
É fácil entender como isso pode acontecer: suponha que uma pequena startup queira oferecer um serviço novo, um concorrente para gigantes já estabelecidos no mercado. Haverá uma grande desvantagem nessa competição: os gigantes estabelecidos possuem dinheiro, podem fechar acordo para ter prioridade em velocidade nas redes das operadoras. Logo, o pequeno sofre para crescer, já que não tem como pagar para a “via rápida”, e é sufocado. Sem ter com quem competir, a tendência é que os gigantes cobrem o quanto quiser – afinal, não estão ameaçados por novos nomes que podem vir a surgir.
É válido ressaltar que a proposta da via rápida da Internet ainda é apenas uma proposta. Ela foi aprovada por 3 votos a favor e 2 contrários pelo conselho da agência, e agora passará por um período de 60 dias de audiência pública.
Com informações de Gizmodo
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Redação iMasters






