Portal do governo incentiva software livre
Em mais uma afirmação da política
de incentivo ao software livre↳Open source71 conteúdosComo o Open Source Está Liberando o Poder da Automação para TodosDev (Back & Front) · out 2025Código aberto: programadores criam software da NASA sem saberDev (Back & Front) · abr 2021N8N: O que é a ferramenta open source que está revolucionando a automação em TI?Dev (Back & Front) · dez 2025Ver tudo em Dev (Back & Front) →, o governo brasileiro apresentou
uma biblioteca interativa para o desenvolvimento de programas
de código aberto. O lançamento aconteceu na última
terça-feira, durante a 2ª Rodada para Compartilhamento
de Software Livre na Administração Pública.
O Colaborar é um sistema 100% brasileiro,
desenvolvido pelo Serpro, e muito semelhante ao Sourceforge americano,
lançado em 2000. O objetivo é oferecer todos os
recursos necessários para os desenvolvedores criarem e
hospedarem os softwares em uma ambiente de compartilhamento.
– Este sistema promove o desenvolvimento de recursos
em um país pobre como o Brasil. É uma solução
racional – declarou o secretário de Logística e
Tecnologia da Informação, Rogério Santanna.
Além disso, o Colaborar promove um fórum
de discussão, para o debate das mudanças no código
dos programas cadastrados. Os interessados também podem
fazer o download dos softwares nas versões mais atualizadas,
para uso, ou das anteriores, para estudo e modificação.
O sistema é um dos braços do Portal
de software livre, lançado também na semana passada
e que centraliza o debate sobre a adoção dos programas
de código aberto no governo.
Outra parte do portal é o Interagir, em
que membros do comitê técnico editarão textos
com informações sobre os softwares hospedados no
Colaborar.
A ferramenta utilizada no Interagir é o
editor de textos Twiki, software livre adaptado pela empresa de
Segurança de Informação Tempest Security
Technologies.
– O controle de acesso, para especificar quem pode
alterar o texto, e o controle de revisão são fundamentais.
Como nada é deletado, o usuário pode acessar todas
as modificações feitas e quem as fez – afirmou o
diretor da empresa, Marco Antônio Carnut
Estas inciativas, segundo o presidente do Instituto
Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Sérgio
Amadeu, são essenciais para a evolução tecnológica
do país e para o processo de inclusão digital.
– O software livre, além de reduzir os gastos
do governo, transforma o Brasil em um país desenvolvedor
e não apenas fornecedor de software.
O governo eletrônico brasileiro recebeu o
apoio oficial de duas das maiores organizações da
área. A Free Software Foundation, entidade voltada para
disseminação do software livre, e a Creative Commons,
que visa a criação de uma universalidade de bens
culturais, incluindo softwares.
O resultado dessa união foi a criação
de duas licenças: a CC-GPL (Licença Pública
Geral – Creative Commons e CC-LGPL (Licença Pública
Geral Menor – Creative Commons). A diferença entre as duas
é que a última torna ilegal a alteração
do código-fonte publicado. O acesso continua a ser livre
em todas as modalidades e a escolha por uma delas é decidida
pelo criador.
Com a opção pelas licenças,
o governo garante a proteção sobre alguns softwares
de uso mais delicado – como o da urna eletrônica, que garante
a fiscalização em qualquer época do ano e
pelos cidadãos.
As licenças recém-criadas vêm
com uma cartilha anexada em linguagem menos técnica e uma
versão em português adequada às normas brasileiras.
– Isso é um grande passo, já que
pela lei brasileira qualquer contrato só é válido
se escrito em português – afirmou o chefe de gabinete do
ITI, Carlos Francisco Secconi.
Dois softwares de código aberto foram anunciados:
O TerraCrime, voltado para o estudo da criminalidade no país,
e a Rede Agrolivre, um conjunto de soluções administrativas
das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária,
a Embrapa.
O TerraCrime, licenciado pela CC-GPL, é
uma inciativa do Ministério da Justiça em parceria
com o Laboratório de Estatística Especial da Universidade
Federal de Minas Gerais e pela Divisão de Processamento
de Imagens do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. O programa
cria gráficos com diferentes tons de cor sobre um mapa
da região a ser estudada, e mostra os graus de violência.
– A polícia deixará de ser a do ”depois”
para ser a do ”antes” e do ”durante” – comentou a diretora
de Pesquisa e Análise da Informação e Desenvolvimento
de pessoal em Segurança Pública, Jacqueline Muniz.
Logitech traz o G305 X Superlight ao Brasil com 130 horas de bateria
Logitech começou a vender o G305 X Superlight no mercado brasileiro em 16 de setembro. O preço sugerido ficou em R$ 449,90.






Redação iMasters





