Pesquisa revela que compras online via tablets crescem mais rápido do que com smartphones
No Brasil, apenas 0,7% dos entrevistados preferem usar o tablet para comprar online, enquanto para 2,5% os smartphones continuam a ser a melhor escolha.

O uso de tablets para fazer compras online está crescendo quatro vezes mais rápido que o uso de smartphones, segundo os últimos dados da Rakuten. O estudo sobre as tendências de compra provenientes de 14 mercados mostrou que o uso do tablet cresceu 41,9% no ano passado; por sua vez, o uso de smartphones subiu apenas 9,7% no mesmo período.
De acordo com a Rakuten 6,1% das pessoas preferem fazer compras online usando tablet, enquanto 6,8% preferem usar o celular. O Reino Unido superou os EUA como principal mercado do mundo para uso do tablete: 12,2% dos britânicos entrevistados afirmaram que preferem usar o tablet, contra 11,3% dos consumidores norte-americanos.
Em contrapartida, apenas 0,7% da população brasileira prefere usar o tablet quando faz compras online, enquanto para 2,5% dos consumidores brasileiros os smartphones continuam a ser a melhor escolha.
Para Ricardo Jordão, CMO da Rakuten Brasil, o smartphone é o device mais popular no país, por uma série de fatores: “O brasileiro vê no smartphone praticidade, preço e acessibilidade↳Acessibilidade11 conteúdosO que é Acessibilidade Web e como tornar seu site mais acessívelDev (Back & Front) · mar 2019Design para veteranos digitais: acessibilidade para nós mesmosProduto & UX · jan 2020Dicas de Front-End para usabilidade, acessibilidade, performance e responsividadeProduto & UX · fev 2025Ver tudo em Produto & UX →. Além dos smartphones terem a função de telefone, alguns chegam a aceitar até 4 chips, cabem no bolso e são muito mais fáceis de carregar e esconder contra assaltos.”
Apesar do crescimento do m-commerce, os PCs (desktop, notebook e netbook) continuam sendo a escolha mais popular dos compradores para acessar sites de varejo, mas isso está mudando. Ao redor do mundo, 81,8% dos consumidores usam o PC para fazer compras online, em comparação com 83,2% em 2013. Dispositivos móveis compõem 13,8% do total, contra 12% no ano passado. No Brasil, 90,6% dos brasileiros fazem compras online utilizando PC, enquanto 4,8% usam dispositivos móveis.
“Nós continuamos a observar mudanças na forma como os consumidores interagem com os varejistas através de canais digitais. Apenas quatro anos após o lançamento do iPad, os tablets estão se tornando rapidamente o dispositivo mais popular para fazer compras online. Os tablets possuem telas maiores e oferecem uma experiência mais agradável do que a maioria dos smartphones, no entanto, muitos varejistas não otimizam a sua presença online com aplicativos. Os varejistas estão perdendo uma oportunidade ao não oferecer essa tendência, já que ela proporciona uma experiência única para os consumidores através dos tablets”, declarou Jordão.
No último ano, alguns mercados sofreram de “fadiga social”, que pode ser definida como uma ligeira queda no número de pessoas recomendando nas redes sociais produtos que tenham adquirido. O mais recente índice mostra que 41,9% das pessoas recomendam itens nas redes sociais, contra 44% em 2013. No Brasil, 66,1% das pessoas entrevistadas disseram que avaliam e recomendam produtos regularmente.
“As redes sociais continuam a ser um importante canal para varejistas envolverem os consumidores e colherem opiniões sobre novos produtos e serviços. Além de influenciar as decisões de estoque, as recomendações e compartilhamentos nas mídias sociais também estão impactando os hábitos de compra dos consumidores. Muitos clientes recorrem a sites como Pinterest ou Twitter para descobrir itens que eles gostariam de comprar e descobrir o que os outros pensam desses produtos, antes de fazerem a compra. Os varejistas podem impulsionar as vendas através da interação com os consumidores por meio desses canais, tornando mais fácil o compartilhamento de recomendações dos seus produtos”, acrescentou o executivo.
Globalmente, roupas e acessórios são os itens mais comprados online, e apenas o Brasil e o Japão não estão dentro dessa tendência. No Japão, 59,7% dos clientes são mais propensos a comprar ou baixar livros e revistas digitais. No Brasil, a categoria de eletrônicos é a primeira do ranking, sendo a mais comprada por 55.1% dos consumidores; a segunda categoria preferida são conteúdos digitais (revistas e livros), respondendo por 46,6%, e a terceira posição fica com roupas e acessórios, com 37,3%.






