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Pesquisa aponta que 45% dos aparelhos Android rodam navegador vulnerável

Elas permitem passar por uma barreira essencial de segurança, chamada SOP (same-origin policy), que existe em todos os browsers.

De acordo com dados recentes da empresa de segurança Lookout, quase metade dos aparelhos Android↳Android46 conteúdosAndroid push notifications com Quasar Framework, Firebase e integração com WordPressDev (Back & Front) · mai 2019O X do Xamarin Forms – O guia das funcionalidades nativas - Parte 02: AndroidDev (Back & Front) · abr 2019Modularização de AndroidDev (Back & Front) · ago 2019Ver tudo em Dev (Back & Front) → possuem um navegador que está vulnerável a dois problemas sérios de segurança.

As vulnerabilidades foram descobertas no mês passado por um pesquisador de segurança chamado Rafay Baloch e foram descritas como um “desastre de privacidade” por outros especialistas. Elas permitem passar por uma barreira essencial de segurança, chamada SOP (same-origin policy), que existe em todos os browsers.

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A SOP evita que scripts de um domínio interajam com dados de um domínio diferente. Por exemplo, os scripts rodando em uma página hospedada no domínio A não deveriam poder interagir com o conteúdo carregado na mesma página que vem do domínio B.

Sem essa restrição, hackers podem criar páginas que carregam Facebook, Gmail e outros sites com informações sensíveis em um iframe invisível e, então, enganar os usuários para visitar essas páginas para sequestrar suas sessões e ler seus e-mails ou mensagens no Facebook, por exemplo.

As vulnerabilidades descobertas por Baloch afetam as versões do Android anteriores à 4.4, que, segundo dados do Google, estão instalados em 75% de todos os aparelhos com o sistema que visitam a Google Play Store de forma ativa. O Android 4.4 não está vulnerável, já que usa o Google Chrome padrão em vez do antigo navegador Android Open Source Project (AOSP).

O Google liberou patches de segurança para as duas vulnerabilidades por meio do AOSP, que serve como a base para o firmware customizado do Android instalado nos aparelhos por fabricantes. A tarefa agora é de responsabilidade dos fabricantes de aparelhos, que precisam importar esses patches e liberá-los como updates de firmware para os usuários finais.

Entretanto, a história já mostrou que a disponibilidade dos updates de firmware do Android varia muito entre as diferentes empresas e aparelhos e até mesmo entre países, uma vez que operadoras locais ocupam um papel importante na distribuição de atualizações over-the-air.

Isso se reflete nos dados sobre essas duas vulnerabilidades que foram coletados pela Lookout a partir dos usuários dos seus produtos mobile de segurança. No geral, “aproximadamente 45% dos usuários Lookout possuem uma versão vulnerável do navegador AOSP instalada”.

“Nós acreditamos que a nossa base de usuários oferece uma boa visão sobre como os usuários Android, de forma geral, estão sendo afetados por vulnerabilidades como essas”, afirmaram os funcionários da Lookout, Jeremy Linden e Meghan Kelly, em um post sobre o assunto.

Com informações de Computerworld

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