Para evitar um novo Heartbleed, grupo conserta falhas em open source
O grupo, chamado Core Infrastructure Initiative (CII), tem como objetivo principal evitar um novo Heartbleed e é coordenado pela Linux Foundation.

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No ano passado, uma falha de segurança na biblioteca de software de criptografia OpenSSL, largamente usada na web, causou caos no mercado, exigindo que empresas de todos os tipos e áreas, incluindo grandes empresas de internet, corrigissem rapidamente as vulnerabilidades sob pena de ataques maliciosos.
Por conta do uso em larga escala do OpenSSL, a falha Heartbleed é considerada ainda um risco grande, já que é possível que muitos sites com código mais antigo ainda estejam sem a correção.
Ação contra falhasApós o Heartbleed, o CII foi criado, com investimentos de várias empresas de software, para listar os projetos de código aberto no mercado e identificar os que mais urgentemente precisariam de correções e, portanto, receberiam ajuda tecnológica e recursos financeiros.
Segundo o diretor executivo da Linux Foundation, Jim Zemlin, o grupo agora está trabalhando numa lista mais enxuta para selecionar o que vai ser endereçado e otimizar os recursos.
As empresas estão “profundamente preocupadas” sobre onde um novo Heartbleed poderá aparecer, diz Zemlin, a ponto de “CEOs perderem seus empregos por causa disso”.
O CII vai gastar 2 milhões de dólares por ano, nos próximos três anos, suportando projetos open source que, por falta de recursos, poderiam continuar em atividade sem a verificação rigorosa da segurança do seu código.
500 mil linhasO OpenSSL e suas 500 mil linhas de código foi o primeiro alvo do escrutínio do grupo, claro, mas o CII também ficou de olho em projetos como o SSH (Secure Shell), NTP (Network Time Protocol) e GNU Privacy Guard (GnuPG). Este último, usado para criptografia de pacotes de email e pacotes de assinatura digital, foi colocado sob holofotes na semana passada num artigo da ProPublica por ser considerado um projeto crítico de open source que carece de recursos.
Depois do artigo, seu desenvolvedor, o alemão Werner Koch recebeu cerca de 137 mil dólares em doações para continuar seu trabalho, além da promessa de receber 50 mil dólares por ano do Facebook e também da empresa de processamento de pagamentos eletrônicos Stripes. O CII também garantiu a doação de 60 mil dólares para os ajustes.
O desafio agora, segundo Zemlin, é identificar o novo lote de projetos. É uma tarefa complexa que avalia fatores como a dependência entre programas e como um componente pode afetar o outro. O CII também precisa distribuir cuidadosamente seus recursos financeiros, mesmo sabendo que ao gastar alguns milhares de dólares numa correção estará gerando uma economia gigantesca para o mercado, diz Zemlin.
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Com Informações de Computer World
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Redação iMasters





