Nova decisão da Canonical sobre caso Banshee gera polêmica
A decisão da Canonical de exigir que os desenvolvedores do Banshee parassem de doar o dinheiro da venda de MP3 para o projeto GNOME parece não ter repercutido muito bem. Depois de muita discussão e de milhares de opiniões negativas, a Canonical voltou atrás e acertou uma nova proposta com os desenvolvedores do Banshee: agora, até os ganhos da Ubuntu One terão uma parte doada ao projeto GNOME.
Em comunicado oficial, o gerente de relações da Canonical Jono Bacon explicou que toda a história anterior foi na verdade um “disse-que-disse danado” e que já estava tudo resolvido com o time de desenvolvedores do Banshee. O e-mail que resolveu tudo entre a Canonical e o Banshee também foi liberado publicamente, como segue abaixo (tradução livre):
Muito obrigado novamente pela ligação, apreciamos muito sua participação e entendimento.
Como discutido, eu gostaria de frisar o plano que discutimos na ligação – e reiterar minhas desculpas e minha responsabilidade por uma situação que resultou no pior resultado possível para todos, incluindo ter colocado o time (de desenvolvedores) Banshee em uma posição desconfortável. Como segue:
- No Ubuntu 11.04, o Banshee terá tanto a AmazonMP3 quanto a Ubuntu One habilitadas por padrão;
- Nós vamos contribuir com 25% do obtido nas vendas pela loja AmazomMP3 para a Fundação GNOME;
- Nós também vamos começar a contribuir com 25% do obtido nas vendas da loja Ubuntu One Music Store, realizadas tanto no Banshee quanto no Rhythmbox, para a Fundação GNOME.
Reconhecendo que é importante não apenas trazer escolhas para os usuários do Ubuntu, mas também gerar receita para continuar com o nosso investimento no Ubuntu, e para garantir que poderemos contribuir efetivamente com a Fundação GNOME – nós acreditamos que esse plano é de interesse para ambos os lados.
Ou seja: se antes o Banshee viria sem a loja da Amazon habilitada no Ubuntu 11.04, agora ela virá habilitada por padrão, mas apenas 25% dos ganhos serão repassados para o projeto GNOME. O resto ficará para a Canonical.
Obviamente, a notícia não repercutiu muito bem, e grandes nomes da comunidade Software Livre↳Open source71 conteúdosComo o Open Source Está Liberando o Poder da Automação para TodosDev (Back & Front) · out 2025Código aberto: programadores criam software da NASA sem saberDev (Back & Front) · abr 2021N8N: O que é a ferramenta open source que está revolucionando a automação em TI?Dev (Back & Front) · dez 2025Ver tudo em Dev (Back & Front) → deixaram claro que não gostaram dessa história. Larry Ewing (o criador do Tux) enviou uma mensagem para Jono Bacon, via Twitter: “Bem, esse é um jeito de fazer um porco ficar perfumado, mas eu não sairia por aí me gabando”.
Jono respondeu que “Em minha opinião, não é bem por aí. A licença do GNOME permite isso, e o dinheiro está voltando para a comunidade. Parece razoável para mim”. E tudo acabaria por aí se o próprio Miguel de Icaza, fundador do GNOME, não tivesse entrado na briga de forma bem acintosa:

Ninguém da Canonical ainda se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
A mensagem de Icaza repercutiu bastante, e é bem provável que até o lançamento do Ubuntu 11.04 ainda aconteça muita discussão sobre o assunto.
Por Paulo Graveheart
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Redação iMasters


