Ninguém agüenta tanto “spam”
Você sabe que “spam” é
aquela correspondência indesejada que lota rapidamente
sua caixa de entrada. Os assuntos são os mais incríveis.
Há uma grande incidência de empréstimos
imediatos, cura de calvície e aumento do tamanho do
pênis, ainda que seu “e-mail” evidencie que
você é uma mulher! Se não entupisse sua
caixa para outras correspondências, dava para agüentar.
É verdade que Você se acostuma a apagá-los
rapidamente, mesmo com risco de perder algum “e-mail”
“quente”, mas sempre consome seu precioso tempo.
As empresas, principalmente, estão vendo
se conseguem um jeito de reduzir os custos para suportarem
essa torrente.
Alguns grandes nomes, como Microsoft e Yahoo!
estão desenvolvendo programas para lidar com esse problema.
A empresa de Bill Gates, por exemplo, está desenvolvendo
um “plug-in” no Outlook que habilitará seus
usuários a cobrar uma tarifa das pessoas desconhecidas
que fazem questão de lhe dizer algo.
Já Yahoo! está trabalhando com
a Goodmail, uma especialista em “e-mail”, no desenvolvimento
de uma rede de postagem destinada a cobrar uma certa tarifa
de remetentes de grandes volumes. Ambas prometem estar disponíveis
até o final deste ano.
Seja qual for a idéia, ela depende diretamente
da cumplicidade do usuário e o brasileiro tolera bem
essas invasões. Em nosso convívio tem até
quem goste dessa “loteria randômica” de “e-mails”
indesejados. Nos Estados Unidos, duas pesquisas revelam que
lá, o interesse em acabar com o “spam” também
não é tão desejado assim. 78% dos consulentes
do Wall Street Journal “on line” não querem
de jeito nenhum pagar algum com o propósito de eliminar
o “spam”. Outra pesquisa da “1to1.com”
revela que 69% de seus visitantes não acreditam que
cobrar por “spam” vai resolver o problema.
Como sempre, as companhias querem resolver
o problema sem depender dos usuários, ainda que caiam
em alguma perigosa armadilha.
As companhias só se dedicam ao tema
porque lhes custa algum dinheiro, pouco ligando para os problemas
dos usuários afirma Jim Nail, principal analista da
firma Forrester Research. Ele acredita que um sistema desse
só funcionaria se fosse limitado aos remetentes comerciais
e não aos consumidores.
A grande preocupação das empresas
que cuidam do assunto é preservar os gastos dos remetentes,
esquecendo-se de nós, os consumidores. O dinheiro dos
marqueteiros tem que vir de algum lugar e seus clientes estão
mais ocupados com seus planos de negócios do que em
cuidar do interesse dos consumidores.
Richard Gingras, CEO da Goodmail (a parceira),
afirma que a única solução que vai funcionar
é aquela que não cobrar nada dos consumidores.
“Nós não acreditamos nem um pouco na hipótese
dos consumidores pagarem pela postagem”. No modelo que
ele bolou os remetentes massivos (aqueles que mandam mais
de 1.000 mensagens por mês) pagarão uma tarifa
de postagem ao seu provedor de serviços da Internet.
O preço a pagar vai depender do seu ramo e do tipo
de mensagem.
Gingras acredita ainda que o sistema vai criar
um tipo de “correspondência autorizada”, que
vai permitir só aquilo que o consumidor quiser receber.”Com
essa autorização o valor do “e-mail”
só vai crescer e estamos tentando isso”. Lembra
ele que o “e-mail” é o mais poderoso meio
de comunicação que nós jamais conhecemos,
e devemos fazer tudo para mantê-lo assim”. Gingras
não acredita num cenário no qual o consumidor
pague pela postagem. Há uma sensação
de que o “e-mail” sai de graça, mas na realidade
o remetente sempre incorre em alguns custos, seja na produção
seja com o provedor.
“Estamos tentando assegurar que os custos
sejam os mais baixos possíveis, satisfazendo a expectativa
dos destinatários dos ‘e-mails’, diz ele.
Peso no orçamento: vem aí
a postagem de “e-mails”
Prepare-se, se está pensando em utilizar-se
de comunicações de massa por meio do “e-mail”.
Tudo indica que em menos de um ano os problemas com o “spam”
vão ser resolvidos por via econômica, mais do
que pela via tecnológica. Entenda simplesmente que
os portais de “e-mails” estão loucos e prontos
para cobrar tarifas.
Sonia Arrison, analista do Instituto de Pesquisas
do Pacífico diz: “As pessoas falam muito sério
sobre esse assunto e eu tenho absoluta certeza de que em menos
de um ano as companhias terão que pagar a um provedor
de Internet para remeter correspondência agrupada. Bill
Gates disse recentemente que o problema do “spam”
vai ser resolvido em dois anos. Eu penso que ele está
sendo muito conservador. Tudo está sinalizando para
uma solução econômica já que as
soluções tecnológicas não funcionaram”.
Gates pronunciou essas palavras no dia 1.º de fevereiro
no Fórum de Davos, na Suíça. Ele falou
em dois anos por motivos de natureza técnica. Gates
se referia ao “plug-in” do Outlook já mencionado,
enquanto a Yahoo está pronta com um beta teste de um
sistema (Goodmail) que exige dos remetentes de grandes volumes
que paguem uma tarifa de postagem que será inserida
no cabeçalho de cada mensagem.
Arrison é autora de uma monografia recente
intitulada “Enlatar spam: uma solução econômica
para e-mails indesejados”. Ela afirma que o “spam”
prolifera porque é grátis e por isso torná-lo
um serviço pago será a melhor solução
para nos livrarmos dele.
Todos esses sistemas estão em discussão
há mais de um ano, e só agora é que foram
colocados na berlinda. Para os remetentes de “spam”
esse pode ser o início do fim, pois qualquer tarifa
vai encarecer o negócio e um símbolo de postagem
no cabeçalho vai facilitar a separação
do que é “spam” do que não é.
Para os legítimos remetentes de e-mails
a situação é bem mais complicada. Muitas
companhias investiram dinheiro e esforços desenvolvendo
comunicações via “e-mail” como uma
estratégia para manter um bom relacionamento com seus
clientes e o ataque ao “spam” vem restringindo essa
prática. Primeiro o “e-mail” indesejado é
atacado pela confusão que cria com seu volume e agora
pelo “spam”. Então aparece um ameaçador
clima de regulamentos. E o muito efetivo método para
manter e fidelizar clientes pode vir a ser totalmente queimado
e agravado por altos custos e riscos.
Kevin Johnson, da Digital Impact, fala em frustração
quando se refere a “e-mails” em nossos dias, mas
acha que essas mudanças podem melhorar as coisas para
os legítimos marqueteiros. Ele não acredita
nas soluções tecnológicas. Mas acredita
que uma tarifa vai reduzir o “spam” e aumentar os
ganhos das campanhas apoiadas em autorização.
Você poderia contestar que isso vai criar
um melhor ambiente para “e-mails” baseados em permissão,
mas agora as companhias devem fortalecer sua permissão.
As regras devem se tornar muito claras, expondo quando um
consumidor vai ser contatado, quando o será e com que
freqüência. A importância da oferta e a força
da comunicação são essenciais.
É preciso pensar no que vai acontecer
com a concorrência entre os provedores de “e-mails”.
Como será a tabela de preços para a expedição
de grandes volumes entre Yahoo, Microsoft e AOL? Ao menos
desta vez, diz Johnson, as companhias que expedem “e-mails”
têm todas o que perder neste jogo.
José Roberto Ferreira de Almeida,
General Manager da Louis Allen do Brasil (www.laii.com), é
consultor para o Desenvolvimento de equipes gerenciais, de
vendas e de atendimento. Já habilitou equipes da White
Martins, HP, Fundição Tupy, Brasif e Petrobrás.
É mestrando em criatividade por Buffalo e desenvolveu
todo um programa para excelência de atendimento dentro
de empresas com foco em estratégia.
Vinted busca talentos brasileiros de dados para sua plataforma global
Fundada em 2008 e reconhecida como o primeiro unicórnio de tecnologia da Lituânia, a Vinted se consolidou como uma das maiores plataformas de consumo consciente da Europa.







Redação iMasters




