Marítima Seguros terceiriza manutenção e desenvolvimento
Empresa fecha acordo com a Procwork para o departamento de tecnologia dedicar-se a projetos estratégicos
Quando a tecnologia da informação da Marítima Seguros passou por um reposicionamento, deixando de ser um centro de custos para alinhar-se aos negócios da companhia, os ganhos de produtividade ficaram visíveis. Um dos projetos foi a terceirização da manutenção e desenvolvimento de sistemas, confiada à Procwork, que atende a seguradora com 40 profissionais alocados em um núcleo de serviços externos, localizado próximo à sede da cliente. “Há uma característica própria do mercado de seguros de realizar o desenvolvimento de sistemas internamente. Isto gerava um foco mais na tecnologia e menos no negócio. Com a terceirização, a TI ficou mais estratégica”, comenta Marcelo Argemiro Bartilotti, superintendente de desenvolvimento de sistemas.
O outsourcing com a Procwork começou há cerca de dois anos. Antes, contudo, foi realizado um projeto para preparar a companhia, tanto em engenharia de software e desenvolvimento de sistemas, como para gerenciamento de projetos. Com base no Project Management Institute (PMI), o estabelecimento da metodologia foi o primeiro passo de padronização de processos, considerado fundamental para fechar o contrato de outsourcing.
O trabalho de transferência da manutenção e desenvolvimento de sistemas para a Procwork durou cerca de seis meses. Bartilotti conta que optou por uma estratégia mais conservadora de implementação dos processos terceirizados. “A cultura do usuário era um dos desafios. Por exemplo, os funcionários passaram a ter um procedimento específico para as solicitações. A TI teve o apoio de todas as outras áreas e da diretoria”, relata, acrescentando que a empresa pôde contar com a experiência bem-sucedida de terceirização da infra-estrutura de tecnologia da informação realizada anteriormente.
Uma das diretrizes determinadas pela alta diretoria era que a inteligência ficasse dentro da empresa. De fato, com a terceirização, Bartilotti afirma que a equipe foi reestruturada, deixando de ter desenvolvedores e arquitetos de sistemas para trabalhar com cargos mais estratégicos, como gerentes de projetos e gestores em geral, que se dedicam à contratação de fornecedores e à negociações. “Antes, tínhamos uma equipe dedicada a determinado desenvolvimento ou sistema. Começamos a compartilhar os recursos para projetos maiores; saímos do modelo de ilhas para um núcleo centralizado”, explica Bartilotti. A reestruturação permitiu diminuir o headcount e observar ganhos em produtividade. “Quando a equipe era interna, não havia muita cobrança neste sentido”, aponta.
O outsourcing já propiciou redução de custos de 30% em manutenção e suporte de sistemas, além de diminuir pela metade o tempo de entrega dos projetos. “É importante frisar que o objetivo deste projeto não era redução de custos, mas a estruturação da área para atender o volume de demanda que estava chegando com o crescimento da companhia”, destaca Bartilotti.
Para o executivo, a nova cara da TI acompanhou o movimento da empresa. “Deixou de ser passiva, em que o nível de investimento era de 2% da receita, abaixo da média de mercado, e tínhamos que recuperar essa estagnação. A reestruturação deu-se em função de um crescimento da empresa a taxas de 12% ao ano, o que exigia uma TI mais robusta. Hoje, o orçamento passou a ser quase 8% do total, e o volume de demanda é tamanho que seria impossível fazer tudo internamente”, avalia.
Um dos segredos do sucesso do outsourcing do desenvolvimento e manutenção dos sistemas na Marítima Seguros é a forma como os projetos são gerenciados. “Ficamos com nossa equipe voltada à liderança e compartilhamos a gestão dos trabalhos. Não nos isentamos da responsabilidade, nos envolvemos com os parceiros para superar também as dificuldades”, comenta. Em seu ponto de vista, esta postura evita a árdua tarefa de se administrar ruído e penalizar fornecedores. “A gestão contínua onera um pouco o processo, mas garante segurança”, constata.
Com a terceirização bem-sucedida em suporte e desenvolvimento, a Marítima está partindo para um projeto de governança que contará também com o serviço de terceiros. “Estamos construindo internamente os conceitos de qualidade, garantia de sistemas, performance e criação de indicadores. A operacionalização é que deve ser terceirizada”, explica Bartilotti. Ele conta que este projeto já começa a dar resultados, como atender a requisitos de aderência da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), pelo gerenciamento do risco operacional e financeiro. “Pelo fato de encaminharmos processos, podemos garantir a operação da companhia. Isso faz grande diferença em uma empresa que sequer tinha metodologia”, revela.
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Redação iMasters




