Impressões 3D mudam de forma quando expostas ao calor
Em longo prazo, o objetivo é que a tecnologia seja usada na biomedicina, um ramo já bastante adepto das impressões em 3D.

Cientistas da Universidade Georgia Tech desenvolveram as chamadas “impressões 4D”, que são objetos tridimensionais impressos que mudam de forma quando são expostos ao calor. A iniciativa visa a revolucionar a utilização de objetos 3D, que podem ganhar novas formas mesmo depois de deixarem a impressora.
Embora não seja a primeira vez que algo do tipo é criado, o material em desenvolvimento na Georgia Tech tem uma grande vantagem em relação aos seus antecessores: ele permite que o objeto mantenha a sua forma após a modificação, algo que ainda não tinha sido alcançado. Além disso, o novo processo ocorre de maneira muito mais rápida, conforme divulgado pelo site Canaltech.
“Normalmente, o tempo [de transformação de uma impressão 3D] é muito extenso”, disse o professor H. Jerry Qi. “Você precisa esperar por horas pela mudança de forma. E também eles são bem macios, porque o hidrogel é macio, geralmente mais macio do que a pele. Com a nossa nova abordagem, o tempo de resposta é bastante rápido, os vídeos estão em tempo real e a forma se altera quase instantaneamente”, complementou.
O projeto utiliza polímeros no lugar dos hidrogels, o que permite que o objeto mantenha sua nova forma após a transformação. E a fonte de calor pode ser tanto uma bacia com água quente quanto o ar quente de um secador de cabelo convencional.
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Os resultados das transformações não são totalmente aleatórios, pois os profissionais conseguem definir uma projeção conforme desenham a peça tridimensional. “A mudança de forma é toda controlada pelos parâmetros de impressão e por como você organiza as estruturas de impressão e todos os diferentes materiais”, explicou o professor. “Este é um avanço em relação ao que tínhamos anteriormente porque simplifica o processo de forma significativa.”
Em longo prazo, o objetivo é que a tecnologia seja usada na biomedicina, um ramo já bastante adepto das impressões em 3D. Implantes que mudam de forma conforme têm contato com o calor do corpo humano, por exemplo, estão no rol das possibilidades futuras para as “impressões 4D”.
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Redação iMasters





