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Google manda quatro TPUs ao espaço para testar data center em órbita

Google vai lançar quatro TPUs na órbita baixa da Terra na próxima semana. O embarque acontece na missão Transporter 18, da SpaceX.

Google manda quatro TPUs ao espaço para testar data center em órbita
Imagem: Redação iMasters

Google vai lançar quatro TPUs na órbita baixa da Terra na próxima semana. O embarque acontece na missão Transporter 18, da SpaceX. O protótipo de satélite se chama Suncatcher, desenvolvido em parceria com a Planet Labs.

A notícia saiu em 28 de setembro. Além disso, ela representa o primeiro passo concreto rumo a data centers espaciais.

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Google quer saber se o chip sobrevive ao lançamento

O objetivo é bem mais modesto que o nome do projeto sugere. A missão busca dados reais sobre o comportamento dos chips em condições de lançamento e no ambiente espacial.

A primeira prova envolve força bruta. A viagem dura pouco mais de 10 minutos, com a espaçonave submetida a forças de até 10 g.

Alguns componentes enfrentam ainda mais. No entanto, os picos chegam a 100 g em partes específicas do equipamento.

A vibração entra na mesma conta. Solda, conector e encapsulamento sofrem bastante nesse trecho.

A radiação é o segundo grande teste

O ambiente em órbita cobra outro tipo de resistência. Partículas energéticas atingem o silício continuamente.

Além disso, empresa já fez ensaios em laboratório. Nesses testes, os chips receberam dose equivalente a cinco anos no espaço.

Ainda assim, laboratório e órbita diferem bastante. Portanto, medir o comportamento real segue sendo necessário.

Repare no que isso significa em termos práticos. Radiação provoca inversão de bits, corrupção de memória e travamento inesperado.

Por que alguém quer um data center em órbita

A resposta passa por energia e resfriamento. Em órbita, a luz solar chega sem interrupção atmosférica.

Além disso, o vácuo dispensa parte dos problemas de refrigeração por ar. O calor, contudo, precisa sair por radiação, o que traz desafios próprios.

Há também o argumento de espaço físico. Data centers terrestres disputam terreno, água e conexão à rede elétrica.

Essa disputa cresceu bastante nos últimos anos. Consequentemente, a busca por alternativas ganhou fôlego.

Google enfrenta problemas que todo dev reconhece

Pense no que muda para quem escreve software nesse cenário.

Primeiro, a latência. Órbita baixa reduz o atraso em comparação com satélites geoestacionários, ainda assim a comunicação depende de janelas de passagem.

Segundo, a manutenção. Trocar uma placa defeituosa fica fora de cogitação, o que empurra tudo para redundância e tolerância a falha.

Terceiro, a largura de banda. Enviar dados de treino para a órbita e trazer resultado de volta cobra caro em enlace.

Por isso, cargas assíncronas se encaixam melhor. Inferência em lote e processamento de imagem captada ali mesmo fazem mais sentido que serviço interativo.

O que acompanhar depois do lançamento

Fique atento aos dados de sobrevivência dos quatro chips. Esse número define o próximo passo do projeto.

Acompanhe também qualquer relato sobre taxa de erro por radiação. Essa métrica decide se a ideia avança além do protótipo.

Enquanto isso, trate o assunto com ceticismo saudável. Um satélite com quatro TPUs fica bem longe de um data center funcional.

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