Faturamento do e-commerce brasileiro chega a quase R$ 15 bilhões em 2010
De acordo com a e-bit, empresa especializada em informações de e-commerce↳E-commerce21 conteúdosECBR Club: novo espaço para devs se conectarem ao ecossistema de e-commerceDev (Back & Front) · mai 2025TOTVS anuncia joint venture com VTEXMarketing Tech · mai 2019Jovens da Brasilândia recebem formação gratuita em tecnologiaGestão Dev & TI · jul 2025Ver tudo em Marketing Tech →, o faturamento das vendas online no Brasil em 2010 foi de R$ 14,8 bilhões. O número representa um crescimento nominal de 40% em relação aos R$ 10,6 bilhões faturados em 2009.
A informação foi divulgada na 23ª edição do Relatório “WebShoppers”, realizado pela e-bit, com o apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).
Entre os fatores que contribuíram para os bons resultados estão a Copa do Mundo, a entrada de novos players, a consolidação de grandes grupos de varejo e o aumento da renda do consumidor.
Os dados apresentados pela e-bit revelaram que, em 2010, foram feitos mais de 40 milhões de pedidos, divididos em uma base de aproximadamente 23 milhões de e-consumidores que gastaram, em média, R$ 373. As categorias que se destacaram foram Eletrodomésticos (14%), Livros, Assinaturas de Revistas e Jornais (12%), Saúde, beleza e medicamentos (12%), Informática (11%), e Eletrônicos (7%).
Compras coletivas
No ano passado, o setor viveu um fenômeno inédito no Brasil, com a chegada dos sites de compras coletivas chegaram ao Brasil. De acordo com informações de mercado, já existem mais de 1.200 sites deste tipo (em operação ou em fase de lançamento), oferecendo cupons com descontos que variam normalmente entre 50% e 70%. Portais agregadores de compras coletivas, como o SaveMe, também foram novidades, fomentando ainda mais o setor.
Por sua relevância crescente, a e-bit desenvolveu, para esta edição do relatório WebShoppers, uma pesquisa para mapear de forma precisa como os sites de compras coletivas e clubes de compras se posicionam no mercado. No levantamento feito entre 10/03 e 14/03, verificou-se que 61% dos consumidores virtuais disseram conhecer o conceito de compras coletivas. Dos e-consumidores que já compraram, 82% pretendem comprar novamente uma oferta em sites de compras coletivas nos próximos 3 meses. Além disso, 37% das pessoas que compraram em sites de compras coletivas ficaram sabendo do serviço por recomendação de amigos e parentes. Já 19% alegaram ter recebido uma promoção por e-mail.
Mulheres e classe C
A e-bit também realizou um levantamento com dois perfis protagonistas do setor: as mulheres e a baixa renda. Os resultados revelaram que mulheres com idade superior a 50 anos passaram de 14% para 21% do total de compradoras, entre 2005 e 2010. Além disso, o tíquete médio das compras femininas aumentou de R$ 240 em 2005 para R$ 314 em 2010. No entanto, continua significativamente menor ao tíquete médio dos gastos efetuados pelos homens, que foi de R$ 425.
Em relação aos usuários de baixa renda, o estudo revelou, entre outros dados, que os integrantes da chamada “Classe C” são mais jovens do que o restante do mercado. No geral, a média de idade dos “e-shoppers” é de 41 anos, enquanto que a média dos consumidores de baixa renda ficou em 37 anos.
Estimativas
A e-bit estima que, neste ano, o comércio eletrônico brasileiro fature R$ 20 bilhões, o que representaria um crescimento nominal de 30% em relação ao ano de 2010. Apenas no primeiro semestre são esperados cerca de 4 milhões de novos entrantes no setor, chegando a 27 milhões de e-consumidores que realizaram, ao menos, uma compra online até hoje.
Com informações de Adnews






