NOTÍCIA

Discussões polêmicas agitam Palco CampusBlog na Campus Party

O direito conhece a internet? É possível ganhar dinheiro com blogs? Essas foram algumas das questões colocadas na última quinta-feira, nas palestras promovidas pela área CampusBlog na Campus Party.

Ronaldo Lemos, professor da FGV, representante brasileiro da nova licença de direitos autorais Creative Commons, defende que a área precisa de uma legislação específica para que não se repitam resultados como o do “caso Cicarelli” (que culminou em decisão judicial que, em janeiro de 2007, provocou a suspensão temporária do serviço do YouTube no Brasil).

“A sociedade brasileira precisa decidir quais caminhos seguir para regulamentar a internet. A quebra do sigilo do provedor de internet – blogueiro, site e provedor de serviço – só deveria acontecer em casos de crimes grave, como pedofilia e tráfico, e não em casos onde haja somente interesse individual e não público”, afirmou Lemos. Ivo Corrêa, advogado do Google Brasil, acredita que o cerne do problema está no descompasso entre a lei e a realidade. “Não se pode tratar as redes sociais da mesma maneira que as mídias tradicionais”.

No painel “Monetização e programas de afiliados”, Leonardo Galvão (Mercado Livre), Thiago Lobão (Buscapé), Regis Andaku (UOL) e Ricardo Wright (Google Adsense) examinaram temas como acesso-remuneração e os bits que geram renda. “A CampusBlog é uma área muito heterogênea e decidimos tocar em pontos críticos e sensíveis, como o do post pago, para trazer à tona discussões que renderão ainda mais perguntas do que conclusões”, afirma o coordenador da área Edney Souza.

Para tentar explicar de uma forma teórica, mas acessível, todos esses assuntos, Raquel Recuero, Sandra Portella Montardo e Adriana Amaral lançaram o livro digital Blogs.com – Estudos sobre blogs e Comunicação, dentro da Campus Party. O livro é composto por 11 artigos de pesquisadores que oferecem uma série de conceitos e definições de blogs, bem como diferentes interpretações sobre seus usos.

“A coisa mais divertida de estudar os grupos sociais e a tecnologia é que eles estão em constante mudança”, afirmou Raquel, pesquisadora da Universidade Católica de Pelotas, que começou a usar as redes sociais em 1994 e quatro anos depois decidiu pesquisar a fundo o tema. “Raquel é a pop-star da academia”, se diverte Edney, ao descrever o trabalho inovador da professora de 31 anos.

Matérias especiais e reportagens conduzidas internamente pela Redação iMasters. Acompanhe no Twitter @imasters e no Instagram/Threads @portalimasters

Mais de Redação iMasters
Ver perfil →