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Discussão na Campus Party Recife destaca a reinvenção de Pernambuco

Durante a Campus Party Recife, o diretor da Federação das Indústrias de Pernambuco, Oscar Reche, ministrou a palestra Reinvenção de Pernambuco, na qual destacou que o estado vive um de seus melhores momentos econômicos. Ele ressaltou que os hábitos sociais estão em constante mutação e que as empresas devem estar preparadas para essas oportunidades. Além disso, ele destacou uma diferença crucial entre a nova e a velha economia: segundo ele, antes, o que importava era a escala, a quantidade; hoje, vale a velocidade em que tudo acontece.

“Se o jeito de fazer negócios já não é o mesmo da década passada, a indústria precisa se movimentar e levar como base o conceito de que flexibilidade e adaptabilidade são essenciais para a sobrevivência das organizações”, enfatizou.

Também no evento, a especialista em Estratégias, Diretrizes e Inovação do Sebrae em Pernambuco, Ana Cláudia Arruda, mostrou que o estado sempre teve importância pioneira na formação do Brasil, não apenas sob o aspecto econômico, mas também político e histórico. “Aqui nasceu o exército brasileiro, o mais antigo jornal em circulação em língua portuguesa, a Confederação do Equador, a maçonaria, entre tantos outros fatos. Relembrar a história é fundamental para valorizar a força de Pernambuco, uma vez que existe um passado de rompimento de barreiras”, comentou.

De acordo com estudos, o ciclo de desenvolvimento do estado deverá se prolongar pelos próximos dez anos, e um dos objetivos estratégicos do Sebrae é mobilizar todas as possíveis instituições, organizações, entidades públicas e privadas e mesmo pessoas que possam, direta ou indiretamente, apoiar as micro e pequenas empresas e os potenciais empreendedores. Assim, para Ana Arruda, Recife caminha para ter um novo posicionamento como pólo cultural e criativo de serviços especializados de alta complexidade.

Cláudio Marinho, consultor de cenários e estratégias empresariais, acredita que a reinvenção da indústria pernambucana passa pela necessidade de se admitir que indústria é serviço. Marinho falou sobre a era das identidades em redes, ressaltando a necessidade de se manter forte relacionamento com quem partilhamos inquietações. Nesse ponto, ele enfatizou a grande oportunidade que as redes sociais representam para o setor público, propiciando que esse público se posicione como cidadão. 

Com informações de Agência Sebrae

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