Brasileiros dão show e vencem um dos mais importantes eventos de segur
Convocados a participar do último congresso
do SANS – System Administration, Networking and Security Institute,
um dos mais conceituados institutos de pesquisa e educação
no campo da segurança tecnológica do mundo, instituto norte-americano
que reúne 150 mil profissionais de segurança, os Analistas
de Segurança Alexandre Freire e Denis Vieira, 26 e 25 anos,
respectivamente, embarcaram para a Flórida fazendo estréia
na competição tendo um objetivo em comum, trabalhar juntos
para levar promover o nome do Brasil no cenário mundial de
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Todo ano, paralelo a sua conferência anual,
o Sans promove uma competição de invasão de sistemas para
quem estiver interessado. Para isso, seus especialistas montam
redes as mais protegidas e ligam o fio na tomada da Internet,
convidando os atendentes da conferência a violá-lo. Obviamente,
máquinas preparadas por gente como eles não são páreo para
iniciantes ou amadores.
Os cariocas Alexandre e Dênis, que trabalham
na Módulo Security Solutions, sumidade em segurança da
informação no Brasil, são o que no mundo dos zeros e uns chama-se
white-hat hacker, hackers de chapéu branco, em oposição aos
de preto. Ao contrário dos vilões anônimos da Internet, seus
nomes são conhecidos e seus talentos servem a quem tem uma
rede e precisa defendê-la. Eles são responsáveis por garantir
a segurança de corporações e instituições. Em outras
palavras, o imposto de renda de cada um ou a integridade de
movimentações bancárias e sites de comércio eletrônico↳E-commerce21 conteúdosECBR Club: novo espaço para devs se conectarem ao ecossistema de e-commerceDev (Back & Front) · mai 2025TOTVS anuncia joint venture com VTEXMarketing Tech · mai 2019Jovens da Brasilândia recebem formação gratuita em tecnologiaGestão Dev & TI · jul 2025Ver tudo em Marketing Tech → pode,
em último caso, depender de um deles.
A competição, batizada como IDNET, visa testar
sistemas de segurança montando redes de empresas fictícias
que os analistas – hackers do bem de todas as partes do mundo
– tentam invadir, burlando firewalls e outras defesas. A edição
2002 contou com maior complexidade dos organizadores, que
segmentaram a rede simulando o ambiente de comunicação
entre duas empresas fictícias, onde os participantes optavam
por “trabalhar” em uma das empresas com objetivo de invadir
os computadores da “empresa rival”.
Mas a grande surpresa ficou por conta de uma
terceira rede, intermediária, que servia de gateway (ponte).
Batizada de Attackers Net, a rede contava com diversos expositores,
os chamados vendors, que demonstravam seus sistemas de detecção
de intrusão e configuravam os sistemas para derrubar as conexões
previamente identificadas por estes sistemas como tentativas
de ataque. Na topologia da competição, cada empresa
tinha sua respectiva estrutura (firewall, rede interna
e DMZ – acrônimo para área “desmilitarizada”).
O IDNET foi realizado durante os dois últimos
dias de congresso na conferência anual do SANS Institute e
logo no primeiro dia de competição, Alexandre e Denis abocanharam
a vitória – nada mal para uma estréia em um evento deste porte. Mas
o brilho da vitória não para por aí, os novatos na competição
ganharam quebrando inclusive records de tempo de invasão e
do nível de criticidade dos servidores invadidos. Em aproximadamente
dois minutos e meio, Denis já havia comprometido um servidor
Windows 2000:
DMZ é a parte da rede
em que se colocam os servidores vistos externamente pela web,
protegidos pelo firewall. O IDNET se resumia a atacar a DMZ
para chegar à rede interna da outra empresa fictícia, Quando
liguei meu notebook na rede, verifiquei que o protocolo DHCP,
responsável por distribuir automaticamente o endereço IP a
ser utilizado por cada estação, apresentava problemas. Verificando
a demora, iniciei o procedimento de capturar pacotes e identificar
o tráfego de dados que fluia através da mesma. Identificando
o endereçamento IP do Firewall, foi possível veriificar as
máquinas da DMZ e, através do mapeamento de vulnerabilidades
do Windows 2000, ganhar o prompt do sistema operacional.
Enquanto Denis já comemorava o feito, sendo
o primeiro vencedor do dia, Alexandre trabalhava para seguir
o caminho da vitória e, de uma só vez, conseguiu dois feitos
inétidos para uma competição desta natureza : invasão
à rede sem fio e comprometimento de um servidor Mandrake
Linux, considerado a distribuição Linux mais segura do mundo.
Os analistas concluíram o primeiro dia como os únicos vencedores
da competição:
– Devo admitir que senti
um frio na barriga depois de ligar o notebook. Olhei para
o lado e vi os demais participantes do evento e dezenas de
pessoas que passavam pelo pavilhão de exposições. Muita gente
ficou atrás de mim vendo e comentando meus passos. Fiquei
muito feliz quando o Denis entrou na máquina em menos de três
minutos, ele estava mais calmo e isso me deu forças para pensar
na estratégia de atuação diante de todo aqueles computadores.
E foi justamente nesse momento que consegui identificar um
Access Point de um vendor famoso na rede de exposição, a chamada
Attackers Net.
Alexandre conseguira mapear o Access Point,
dispositivo de acesso para redes sem fio de uma das maiores
empresas de conectividade do mundo, entrando no equipamento
e descobrindo, através do ambiente de rede sem fio, um servidor
Windows 2000. Mas para a sua surpresa, ao identificar o usuário
e senha para invasão ao servidor através de técnicas específicas,
o mesmo foi surpreendido pela queda da rede sem fio, indisponiibilizando
o acesso ao servidor:
– Quando entrei no Access
Point do vendor, um dos funcionários desta empresa saiu correndo
para desligar a rede sem fio derrubando meu acesso. Ele estava
atrás de mim olhando nosso desempenho. Fiquei muito aborrecido
pois isso foi apelação. Tinha mapeado o usuário e senha para
ganhar acesso pleno no servidor. Considerei o servidor
invadido e o ambiente comprometido, porém os organizadores
da competição não queriam me dar a vitória.
O aborrecimento devido a apelação do fabricante
que desligara a rede wireless, e da organização do evento
que não queria reconhecer a vitória de Alexandre foi decisiva
para que o mesmo pudesse prosseguir sua busca através do mapeamento
de vulnerabilidades dos servidores. E foi justamente através
deste mapeamento que Alexandre chegou a um Mandrake Linux,
considerado um dos sistemas operacionais mais seguros do mundo.
Através de um ataque de força bruta foi possível identificar
a senha do usuário root e acessar o servidor via SSH:
– Muita gente esqueçe
que o usuário root possui caixa-postal e que a senha da mailbox
é a mesma de acesso ao terminal. Quando encontrei o serviço
de POP3 aberto, iniciei um processo de força bruta para tentar
a identificação da senha do usuário root. Enquanto fazia os
testes, procurava por outras portas abertas e possíveis bugs
nas versões do Apache e PHP↳PHP44 conteúdosPadronizando seu código com PHP CS FixerDev (Back & Front) · mai 2019Docker de imagem. Para rodar projetos PHP em menos de 30 segundosDev (Back & Front) · jan 2026PHP 7.3: conheça as novidades desta versãoDev (Back & Front) · abr 2019Ver tudo em Dev (Back & Front) → que pudessem me levar a exploração
de um buffer overflow. Com um pouco de sorte, em poucos minutos
comprometi o servidor entrando no shell do Mandrake.
Alexandre e Denis foram para o congresso do
SANS para participar de conferências para certificação e capacitação
em Unix e Sistemas de Detecção de Intrusão, respectivamente.
O objetivo de ambos os analistas é a formação de Security
Engineer do SANS Institute, que é atribuída aos profissionais
de segurança que fecharem os 05 tracks de segurança da informação
oferecidos pelo Instituto. Alexandre, que já possuí a certificação
de Firewall, VPN e Defesa de Perímetros explica a importância
da certificação do instituto:
– O SANS na minha opinião
é referência mundial no que se diz respeito à processos educacionais
voltados para segurança da informação. O material didático
é de excelente qualidade onde o profissional de segurança
tem aula com os principais nomes de segurança do mundo. No
track que o Denis fez, por exemplo, quem dava aula de IDS
era o criador do melhor IDS do mundo, o Snort! Existem outros
eventos de segurança excepcionais como Blackhat com palestras
interessantes mas nenhum se preocupa em educar no sentido
de preparar o profissional para o dia a dia. Só lamento pelos
custos para um processo de certificação que são altos, sem
um auxílio da empresa é impossível embarcar pois temos despesas
de avião, hotel e do congresso que é caro (aproximadamente
U$ 2.500).
Colegas de trabalho e acima de tudo amigos,
Alexandre e Denis comemoraram a vitória extendendo por mais
uma semana a permancência em território americano.
Alexandre Freire (afreire@modulo.com.br) e
Denis Vieira (dvieira@modulo.com.br) são Analistas de Segurança
da Módulo Security Solutions (www.modulo.com.br).
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Redação iMasters





