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Brasil vai ganhar R$ 90 bilhões se virar centro regional de cloud computing

O Brasil tem grande potencial para se tornar o centro regional de computação em nuvem↳Cloud30 conteúdosGerenciamento de infraestrutura multicloud com Kubernetes proporciona otimização e economiaDevSecOps · set 2021Vivo assina contrato para aquisição da IPNET e cresce em cloud computingDevSecOps · ago 20245 tendências da computação em nuvem para as empresasDevSecOps · abr 2022Ver tudo em DevSecOps →, já que detém 58% do mercado de serviços de datacenters da América Latina. A perspectiva traria cerca de R$ 8,4 bilhões adicionais a um segmento que deverá movimentar R$ 81 bilhões até 2017.

Mas, segundo Nelson Wortsman, diretor de insfraestrutura da Associação Brasileira das Empresas de TICs (Brasscom), apenas tamanho não conta. “Se o Brasil se consolidar como hub regional, poderemos ter ganhos adicionais. Mas só se formos competitivos. Se não, grande parte até dos R$ 81,4 bilhões vão para outros países”.

Wortsman apresentou números inéditos sobre esse mercado durante o Fórum TIC Brasil, e também lembrou entraves conhecidos do país. Além de cobrar mais impostos do que a média dos latinoamericanos, o impacto sobre os custos de operação de datacenters é significativo. “Os gastos de Opex no Brasil chegam a ser 46% mais caros que os vizinhos”, afirma.

O executivo também disse que a Argentina quer fazer de Buenos Aires a “capital tecnológica” da América Latina. O México vem apostando em infraestrutura de telecomunicações. Chile e, especialmente, a Colômbia, são os países que mais crescem no mercado de datacenters.

No Brasil, entre 2013 e 2017, devem ser investidos (Capex) R$ 47 bilhões em datacenters, tanto em espaço físico, hardware e software (60% do investimento), refrigeração e comunicação. O crescimento médio anual será de 10,7% em armazenamento; 9,9% em contingência de negócios; 9,3% em hosting dedicado; e 6,6% em colocation.

“Não é que o Brasil esteja paralisado, mas o invólucro, o plano para onde estamos indo no longo prazo, não existe. As iniciativas ainda não formam um conjunto, e não temos as leis necessárias”, disse o diretor da Brasscom. A associação defende uma série de medidas governamentais para garantir o país como a tal hub regional.

Entre elas estão a gestão centralizada desse tema no governo federal, prêmios na fatura de energia para datacenters “verdes”, e até a criação de seis a oito “zonas francas” no país para a instalação desses centros de dados. A entidade também entende que deve haver pólos regionais fora do eixo Rio-São Paulo-Belo Horizonte – de preferência, nas outras cidades-sede da Copa do Mundo.

Com informações de Convergência Digital

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