Brasil é estratégico para RAD Data Communications
Mundialmente, companhia deve fechar 2007 com faturamento de US$ 200 milhões
Com escritório há dez anos no Brasil, o País é um dos mercados estratégicos para RAD Data Communications, fabricante de equipamentos de acesso à rede para comunicação de dados e telecomunicações. Aqui funciona uma das quatro fábricas que a companhia mantém. Em 2006, quando a América Latina respondeu por 11% do faturamento mundial da RAD, o Brasil correspondeu a um terço do montante. No entanto, o País já representou mais. No fim da década de 90, esta porcentagem era de quase 8% das vendas globais. Mas a queda não desanima os executivos da companhia – a maior do Grupo RAD, que contempla outras 13 empresas atuando de forma independente e não debaixo de uma holding (leia entrevista com Zohar Zisapel, um dos fundadores).
A baixa nos números brasileiros deve-se, de acordo com o vice-presidente de vendas, Dario Zipris, à “concorrência desleal e ao protecionismo por parte do governo na forma de impostos e barreiras técnicas”. Mas Zipris se diz otimista. A atuação brasileira vem recuperando o ritmo de crescimento: aumentou em cerca de 50% as vendas de 2006 em comparação com 2005. A meta agora é alcançar os índices do fim dos anos 90. Já a América Latina registra um crescimento ano a ano na casa dos 30% a 40%.
O executivo estima que o mercado para os produtos da RAD no Brasil gire em torno de US$ 40 milhões. Aqui são produzidos modens, processadores e terminais multisserviços. Para este ano, a RAD planeja começar a fabricação de conversores Ethernet no Brasil. O novo produto visa a atender, principalmente, a demanda das operadoras de telefonia e dos bancos.
Crescimento sustentável
Nada de dobrar de tamanho ou aumentos exorbitantes no faturamento. A meta de crescimento da RAD Data Communications – assim como das demais empresas do Grupo RAD – segue uma estratégia de números moderados. “Mais importante que um aumento de 100% é a sobrevivência da companhia para sempre”, faz questão de ressaltar o presidente da RAD, Efraim Wachtel. Depois de faturar, em 2006, US$ 168 milhões, o executivo estima que a RAD acumule US$ 200 milhões neste ano. Em 2005, foram US$ 150 milhões.
Quando perguntado sobre a relação da RAD Data Communications com as outras empresas do grupo, Wachtel explica que a empresa que ele dirige atua como uma “irmã mais velha”, que investe em novos start-ups e suporta pesquisas para desenvolvimento de novos produtos. De 15% a 20% do faturamento, destina-se à P&D. “Se olharmos para as companhias do nosso porte, é uma alta porcentagem de investimento”, destaca.
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Redação iMasters




